Kriegerstein – A falsa história que contam por aí

Dizem as más línguas, que o Kriegerstein iniciou sua jornada de uma forma humilde e simples na capital catarinense em 1999. Naquela época, estudantes da faculdade de Geografia criaram o nome Kriegerstein, na tentativa de ridicularizar as bandas extremas que se proliferavam naquela região. Segundo eles, estas bandas possuíam em sua filosofia, uma autentica fixação pela superioridade dos metaleiros extremos, tão acostumados às agruras e desilusões da vida. Motivados pela série de filmes Death Wish (desejo de matar), estrelada pelo conhecido astro Charles Bronson, estes garotos acreditavam que o metal deveria ser exatamente como naqueles filmes. “Matam os cuzões, fodem as garotas e vivem a vida”.

Eles freqüentavam um exótico bar do estreito, bairro continental da cidade de Florianópolis, chamado Heaven´s Rock Bar. Eram comuns as conversas sobre música nas rodas de metaleiros e quando perguntados se tinham alguma banda eles rapidamente respondiam: “sim. E chama-se Kriegerstein.” Tais respostas, sempre seguidas de gargalhadas, começaram a motivar estes garotos. Foi então que iniciaram-se as primeiras gravações.

Marcius da Silveira é conhecido na cidade como Carrascu. E foi em seu quarto, segundo essas más línguas, que teriam sido feitas as primeiras gravações do Kriegerstein. Elas teriam sido feitas com os instrumentos improvisados pois nenhum deles sabia tocar. Uma guitarra “yamama” seria o instrumento mais legítimo que possuíam. Os outros não passavam de caixas de papelão (bumbo, caixa e tons) e um carrinho de supermercado (pratos).

Eles teriam gravado cerca de três músicas e divulgado na internet. Com a facilidade de se distribuir merda pela rede, rapidamente alcançaram relativa fama no underground e muitos usuários já solicitavam as suas canções.

Entra no ar, nesta época, o primeiro site da banda, contando já com três álbuns e uma história pra lá de consagrada. Entre uma mentira e outra, o grupo teria começado a fazer fans pela cidade e sem perder tempo, mais gravações foram feitas e novos membros foram incorporados.

Passados alguns meses, a banda teria sofrido alterações em sua formação quando pára por algum tempo – pára com a música, pois os membros sempre se dedicariam a criar novas caras para a banda e arrecadar risadas por toda a internet.

Em 2002, surge um novo site. Construído por um dos membros originais (ex-estudante de geografia), o site alcança grande visibilidade e notoriedade devido aos numerosos álbuns comentados no site. Para o espanto de todos, eram mais de trinta álbuns, todos com comentários que não se cansavam de repetir que o Kriegerstein era realmente a maior e melhor banda de todos os tempos. Neste site também foram disponibilizadas entrevistas polêmicas com os integrantes, cujas identidades eram sempre protegidas por um pseudônimo seguidos do sufixo “stein” para que fosse identificada a sua real natureza.

Depois de algum tempo, o site saiu do ar. E o Kriegerstein já contava com um número de membros praticamente incontável. Todos os que um dia fizeram parte da banda seriam sempre parte dela. Na verdade, o Kriegerstein já não era mais uma banda, era uma instituição.

Outro site entra no ar, contando novamente com incontáveis álbuns comentados e com motivos cada vez mais engraçados. Possuíam ambiciosos planos, mas se revoltaram com a criação do Massacration, da MVT.
Depois disso, o Kriegerstein perdeu um pouco a razão de ser. E agora decide voltar com a corda toda.

Acreditando que os caras do massacration não são de nada, o Kriegerstein ressurge (ao menos na Internet) para reclamar o que é seu. Ou ao menos para dar mais umas boas risadas.

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Uma opinião sobre “Kriegerstein – A falsa história que contam por aí”

  1. Eu não acredito que achei isso na net!!! haeouaehouaehaeuoheauoeheouah
    Depois de oito anos essa “banda” ainda me surpreende e me arranca gargalhadas hahaheouhaeouehoueah
    Velhos e ótimos tempos aqueles, tá louco, estava lembrando agora e phui procurar aquele site que phiz pra ver se ainda existia, mas não achei inphelismente. Mas ainda tenho os álbuns todos em CDR la’em casa hahahahahahaha daquilo não me desphaço!!
    Abraços

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