Os Derosa pelo mundo


O sobrenome Derosa está em todo o mundo. Alguns são italianos, outros americanos, mexicanos, canadenses ou franceses, açorianos e brasileiros. Temos fotógrafos, artistas plásticos, músicos e até um engenheiro espacial. Parecem haver mais Derosa nos EUA do que na Itália, mas a grande maioria é de netos e bisnetos de italianos.

Pesquisando pelo sobrenome Derosa na Internet, foi possível perceber que não se trata de um sobrenome comum. Na verdade, possui pelo menos três variações em sua disposição escrita: DeRosa, Derosa e De Rosa. O primeiro, possivelmente uma variação do segundo, é com certeza italiano. O último, De Rosa – em separado – é claramente espanhol ou português é pode ser uma adaptação do original italiano. Algumas pesquisas chegaram até uma árvore genealógica de uma família nos EUA e a trajetória dos imigrantes desde o século 19, vindos dos Açores (de Rosa).

Mesmo assim, é possível encontrar muitos De Rosa italianos ou descendentes como é o caso de uma das mais conhecidas marcas de bicicletas italianas. Ou a antiga família de descendência italiana que migraram para New Rochelle, em Nova York (foto). Na descrição do site, foram traduzidos alguns nomes. Joseph, por exemplo é grafado no original Giuseppe e Columbus, como Colombo. A árvore genealógica dessa família consta também a família Di Napoli, entre outras.

O sobrenome italiano Derosa ou DeRosa, porém, pode ser encontrado em 92 comunidades na Itália, segundo o site italiano Gens>(http://gens.labo.net/it/cognomi/genera.html).
Em uma pesquisa rápida, você digita o sobrenome na barra que diz cognome e ele mostra todas as ocorrências no mapa da Itália. Derosa aparece tanto no norte, região da Lombardia, como no sul, na Puglia. O site também tem a opção de se pesquisar nos EUA, onde encontramos um número imensamente maior de Derosa.

É intrigante o número de Derosas nos EUA. Segundo os dados apresentados pelo mesmo site Gens, somente dois estados americanos não possuem ocorrências do sobrenome. E em pelo menos sete estados diferentes, o nome aparece mil vezes, ou seja, mil pessoas ou mais. Entre os mais famosos dos EUA, estão os músicos. Na biografia de William Derosa, publicada na Internet, o cellista de origem italiana teria “nascido em família de músicos”. Um outro William Derosa, entretanto (ou seria o mesmo), é fotografo.

Entre cantoras líricas, harpistas e celistas, o que parece ser o mais gabaritado no assunto é o professor e músico americano Clem Derosa, de 80 anos. Com uma longa carreira na música, tocou com grandes nomes do jazz americano, como John LaPorta, Kenyon Hopkins, entre muitos outros. É também autor de livros didáticos sobre música e foi maestro de orquestras de jazz durante 50 anos.

Luca Derosa mora em Torino onde é engenheiro do DIASP (Dept. of Aeronautical and Space Engineering) e diz que toda a sua família vem da região da Puglia no sul da Itália. Mas assim como ele, muitos migraram, não só para o restante do país, mas para todo o mundo. Há incidências do sobrenome até em lugares como a Alemanha e o Canadá.

Wendy é a terceira geração da família em Oakland, Canadá. Seus antecessores vieram de Vincenzo, na Itália. Wendy DeRosa é cantora e compositora pop de renome em sua região. Seu estilo faz lembrar nomes mais conhecidos do seu país como Alanis Morrisete e está em seu segundo álbum.

Mesmo tendo encontrado e dado mais importancia aos músicos com o sobrenome, acreditamos que se trata de uma família numerosa que se espalhou por diversos cantos do mundo oriundos principalmente da Calábria, sul da Itália. Uma possível origem judaica não passaria de uma hipótese, neste caso, pois a derivação comum a tantos nomes “Yddish” (idioma artificial judeu), tornou-se também comum em muitos outros povos. Essa parte de nossa origem permanecerá ainda obscura até que nos seja possível catalogar características comuns em origens de nomes.

Consta como válida ainda, o que os membros mais antigos em Porto Alegre (RS) dizem a respeito do patriarca no sul do Brasil. Seria ele um tal Antônio Derosa, vindo da itália a bordo de um navio que aportou em Rio Grande por volta do início do século XX.

Pesquisas futuras talves nos venham a revelar ainda sobre a origem de uma luneta do século XVI, constuida em Londres, que se encontra em nosso poder.
(continua)

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