Eleições americanas: Republicana Michele Bachmann, candidata para 2012

RTP | Michele Bachmann colocou-se ontem à noite (13/04) na linha de partida para as Presidenciais dos EUA em 2012. Um debate calculista entre sete nomes do GOP que poderão vir a disputar a nomeação republicana para defrontar Barack Obama foi o momento escolhido pela congressista para avançar. Com uma imagem marcada por gafes, Bachmann aproveitou a ausência de Sarah Palin, com quem é por vezes comparada, para se destacar na corrida.

O debate marcado para o campus do St. Anselm College, Manchester (EUA), correu morno, com os candidatos a calçarem luvas de seda, diz The New York Times. Foi um primeiro contacto entre os candidatos, a sete meses das primárias. Duas horas em prime-time sob a batuta do jornalista da CNN John King.

Sentaram-se à mesa Mitt Romney, ex-governador do Massachusetts, Tim Pawlenty, ex-governador do Minnesota, Newt Gingrich, antigo presidente da Câmara dos Representantes, Rick Santorum, senador da Pennsylvania, Ron Paul, na Câmara dos Representantes pelo Texas, Herman Cain, ex-CEO da Godfather’s Pizza, e Michele Bachmann. As ausências: o antigo governador do Utah Jon M. Huntsman Jr. e do Alasca Sarah Palin, a candidata à vice-presidência no pacote de John McCain.

Com os concorrentes ao lugar republicano ainda a explorar o terreno, sem fazer sangue, Michele Bachmann aproveita a ausência de Palin – com quem há sempre o risco de ser comparada e, por comparação, perder para o original – e lança a sua candidatura, marcando o debate.

“Enviei hoje (13/04) os documentos necessários para apresentar a minha candidatura à Presidência dos EUA”. Estava ganha a noite.

Quem é Michele Bachmann?

Da mesma forma que Sarah Palin se tornou um ícone das televisões e das redes sociais – quase sempre pelas razões erradas -, também Bachmann tem vindo ao longo dos últimos anos a marcar o seu próprio terreno. E também ela nem sempre pelas melhores razões: em 2008, a escassas três semanas das eleições, lançou críticas severas a Barack Obama, a quem apontou uma visão anti-americana.

Foi num programa da cadeia MSNBC: “Desejaria que os media americanos olhassem a sério para as visões sustentadas pelas pessoas no Congresso e descobrissem se são pró-América ou anti-América”, declarava na altura uma Michele Bachmann versão Joseph McCarthy.

Também uma estranha teoria sobre a gripe suína chegou igualmente a valer-lhe uma atenção dispensável.

Na última noite, Bachmann apontava que “este é um dia histórico para a nossa nação. É o primeiro dia para tomar o país de volta”.

“Quero levar a nossa voz à Casa branca, onde não é ouvida há muito”, acrescentaria a republicana apoiada pelo movimento ultraconservador Tea Party. É a primeira mulher a apresentar-se numa corrida às primárias que poderá muito bem ter uma contenda de espelhos quando a igualmente especialista em gafes Sarah Palin apresentar a mais do que certa candidatura.

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