Militância pela pedofilia no UOL

Yannik-DelbouxO blog Mulher, do UOL, traz uma matéria com o seguinte título: “Pedofilia não é sinônimo de abuso sexual e também requer ajuda”.

http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2015/10/16/pedofilia-nao-e-sinonimo-de-abuso-sexual-e-tambem-requer-ajuda.htm

A matéria se encaixa nas tentativas já conhecidas e comuns na mídia de estabelecer diferenças entre a atração sexual por crianças e o abusador de crianças ou estuprador. Este tipo de argumentação já apareceu em páginas como o Humaniza Redes, do Governo Federal, o mesmo governo que tem investido pesado para inserir no sistema de ensino princípios que defendem uma educação sexual com base na Ideologia de Gênero.

20150709213305760672eEmbora a diferença entre os que sentem atração por crianças e os abusadores exista em tese, a intenção da matéria é a de causar confusão entre duas coisas para relativizar a moralidade das duas e ampliar a aceitação da pedofilia (que abrange ambas).

O que está por trás do raciocínio da separação entre pedofilia e abuso sexual é a ideia de que não há relação entre desejo sexual e moralidade, já que parece não ser imoral a mera atração subjetiva por crianças.

Imoral parece ser somente o ato. Mas retirado o aspecto negativo da atração, sobra ao abuso um único obstáculo moral: o consentimento da criança. Havendo o consentimento, não haverá nada de errado. Ora, o consentimento de uma criança não é difícil para um adulto conseguir.

Toda argumentação contrária ao abuso sexual e à violência contra crianças é propositalmente fraco. O problema parece ser somente a violência não consensual e possíveis problemas psicológicos que criariam novos pedófilos no futuro. Mas nada disso ocorrerá se a criança for ensinada a aceitar explorar o seu corpo e ser libertada da repressão sexual imposta pela família.

A única verdadeira imoralidade para os militantes pedófilos é a repressão de todo e qualquer desejo sexual.

Herbert Marcuse dizia que a repressão sexual era a origem da exploração capitalista, o que tornava o corpo humano um instrumento do trabalho e não do prazer. A única forma de livrar-se disso é a liberação sexual total, para que a personalidade humana readquirisse a posse sobre o corpo.

As militâncias feministas e movimentos gays pela pedofilia, portanto, assimilaram o marxismo em suas causas subjetivas como uma modelo ideológico preenchido pela hermenêutica dos desejos.

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5 comentários em “Militância pela pedofilia no UOL”

  1. A matéria distorce o que foi dito na imagem. O texto contigo na imagem tenta, pelo que entendi, fazer uma diferença entre dois monstros diferentes: O pedófilo e o “abusador esporádico”. O pedófilo seria a criatura (vou chamar de criatura, pois se eu chamar de ser humano além de ser mal entendido por quem esta lendo, posso estar ofendendo o resto dos seres humanos) que possui uma doença praticamente incurável, pode se chamar de uma loucura, que o faz ficar atraídos só por crianças, independentemente de sua vontade ou não, faz parte de sua existência, e poderia segundo estudos, ter esse desejo(assim como toda especie de libido) inibido somente pela castração química. Já o “abusador esporádico” seria quem tem além dos desejos normais pelas pessoas adultas do sexo oposto ou não, teria também procurado cometer atos sexuais com crianças. No texto mostrado, em nenhum momento se defende a moralidade de um ou outro criminoso, e sim explica o criminoso e a patologia, no mesmo sentido seria por exemplo, uma tentativa de explicar a diferença entre um assassino e um psicopata, onde o assassino mata alguém, seja quantas pessoas forem, mas no caso de um psicopata ele pode u não matar alguém mas ele possui uma patologia que o leva a ser indiferente aos sentimentos das outras pessoas, segundo dizem incapaz de ter empatia, seguir regras ou a ética, usando estas, apenas como uma maneira de conseguir alcançar os seus objetivos, algumas vezes ao mesmo tempo possuir uma “habilidade” ou capacidade anormal de usar carisma e e manipulação para satisfazer a sua vontade, prejudicando outros no processo.

    1. Eu estaria distorcendo a matéria se ela estivesse escrita em uma revista especializada para um público acadêmico acostumado a análises estruturalistas da personalidade. Acontece que isso é um blog de comportamento, bastante voltado a modismos comportamentais como assunto principal, onde mais de 90% do seu conteúdo é composto pela repetição de discursos ideológicos muito bem engajados nos estudos de gênero. É muito fácil ler esta matéria e encará-la com a maior das boas vontades esquecendo (ou fingindo esquecer) que tudo o que eles dizem corrobora os argumentos mais comuns de movimentos pela descriminalização da pedofilia. Leia os artigos do site do NAMBLA (Nort-american Man/Boy Love Association) ou simplesmente leia os demais artigos sobre esses movimentos aqui neste blog antes de embarcar na retórica de uma das mais bem financiadas causas da atualidade.

    2. A separação entre o “pedófilo platônico” e o estuprador existe, mas o objetivo da matéria é dizer que o platônico é discriminado, o que é absurdo pelo simples fato de que não há como identificá-lo. Então o foco no simples desejo é o desejo do estuprador que está sendo relativizado. Veja esta matéria como uma porta se abrindo, em que os próximos passos vão dando maior sentido aos anteriores.

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