Arquivo da categoria: cultura

Como identificar o politicamente correto

A maior utilidade de aprendermos a diferenciar os chavões politicamente corretos de verdadeiras reflexões é a de sanear nossas próprias opiniões e crenças. Depois — e só depois — é que podemos empreender o esforço de sanear as opiniões no entorno social. Isso porque naturalmente perceberemos que a maioria das nossas opiniões SÃO as do entorno social e não nossas, como pensamos.

A verdadeira reflexão parte da expressão e se dirige à compreensão do fenômeno real ao qual ela se refere. Os chavões se caracterizam por não fazer este caminho, mas permanecer no nível da expressão como se fossem a própria realidade. Palavras são tratadas como se expressassem perfeitamente o que se quer dizer, sem as dúvidas e ambiguidades que são inerentes a esta relação entre expressão e realidade.

Vazio gerado e vazio preenchido

A primeira característica do chavão é ser vazio de significado. Isso quer dizer que não é possível analisar o significado das palavras ou expressões para chegar a uma estrutura razoavelmente coerente. As palavras estão normalmente re-significadas e não correspondem mais ao seu uso tradicional, pois foram carregadas com emoções de adesão ou repulsa quase físicas. Gera-se assim uma caricatura de moralidade apelando apenas ao sentimento moral.

O vazio expressivo e de significado é preenchido, então, com os signos fornecidos pela cultura, o que é feito por meio de imagens, tanto visuais quanto retóricas, de propostas, soluções ou expectativas para o futuro. Quase todo mundo hoje em dia acredita que o futuro será melhor que o passado, por exemplo. Esta crença é facilmente utilizada para agregar valor a toda proposta que difira de algo que já existiu, favorecendo assim um círculo vicioso de mudança social.

A contradição

Outra característica é a contradição do enunciado com a situação de discurso. Por estar vazia de significado, as sentenças politicamente corretas têm somente o papel de estabelecer uma dualidade concorrente que coincida com o gosto do enunciador ou com a defesa do grupo ao qual pertence. Ambas podem ser representadas pela defesa de uma ideologia.

Exemplo: A defesa da tolerância pela utopia de uma sociedade igualitária: ora, tolerar é suportar as diferenças, o que pressupõe que existam. Como pode haver um mundo com igualdade (sem diferenças) e tolerância ao mesmo tempo, se sem diferenças não há o que tolerar? Obviamente frases como esta dizem respeito a aspectos tão gerais que não se aplicam a absolutamente nada, servindo mais como uma solução retórica para a indiferença que reina hoje em relação a tudo o que não seja a satisfação de uma auto imagem.

Estas contradições são muito frequentes no meio católico, entre clérigos e leigos progressistas adeptos de práticas criativas e críticas mas que, paradoxalmente, ficam indignados quando a criatividade e a crítica levam a algum tipo de tradicionalismo. Estes mesmos progressistas, ao mirarem o fogo aos tradicionalistas, criticam a afeição demasiada de fiéis aos “elementos visuais da fé”, como gestos, paramentos litúrgicos, etc, afirmando a necessidade de ouvir ‘Deus por meio do coração”, em um contato mais interno e menos externo, etc. Os mesmos progressistas, porém, aparentemente não vêem nenhuma utilidade nos gestos externos que empreendem como as suas mudanças litúrgicas aparentes.

Dualismo e inimigos imaginários

Para o politicamente correto, o mundo se divide entre os certos e os errados. Esquecem a complexidade do mundo e a dificuldade inerente à classificação e à descoberta da verdade. Quase sempre é necessário desenhar um boneco para espancá-lo depois, como o empresário ambicioso que odeia o meio ambiente, o carrasco que sente prazer em maltratar animaizinhos, o intolerante que odeia tudo o que é diferente dele, o “racista homofóbico”, o individualista que odeia tudo e a todos, e uma infinidade de estereótipos que dificilmente são nomeados ou apontados mas tidos como pressuposto ou inimigos imaginários. Essa tipologia dualista é necessária para a construção da auto imagem do politicamente correto e do seu grupo ou categoria.

Evidentemente, no Brasil alguns direitistas (especialmente liberais) ficam atentos a estes estereótipos, não para diferenciarem-se deles, mas para representarem o papel criado pelo politicamente correto. Neste sentido é que tenho dito que no Brasil o preconceito costuma acertar na mosca.

 

Como nos tornamos monstros desumanos?

Vivemos em um mundo que parece ter colocado as coisas menos importantes nos lugares de prioridade absoluta. Nunca se jogou fora tanto esforço, tempo e dinheiro em coisas como cirurgias plásticas, comida e cuidados para cães, jogos eletrônicos, cinema e TV, comidas gourmet, bicicletas e pornografia. Essas são as prioridades da vida de uma grande parcela da sociedade, a mesma que diz ter esperanças em palavras como paz, igualdade, tolerância, cidadania e democracia.

Ao mesmo tempo, nunca houve tanta barbárie. No Brasil, mata-se mais de 70 mil pessoas assassinadas todos os anos e, nos EUA, o aborto deixa um rastro de sangue de bilhões de vítimas inocentes, mortas no aparentemente seguro ventre de suas mães. E o pior de tudo: existe um turbilhão de recursos sendo investidos para ampliar as causas deste morticínio ao mesmo tempo que um discurso eufemizador tem logrado incutir na mente da opinião pública a idéia de que o genocídio de bebês significa ampliação de direitos.

Não é a toa que o século XX  viu surgir uma liberação sexual logo após um Holocausto genocida e enquanto mais de 100 milhões de pessoas estavam morrendo sob a bandeira vermelha do comunismo. Isso tudo nos leva à perplexidade, mas hesitamos em perguntar o porquê dessas coisas porque a resposta nos parece complicada demais. Vejamos se é mesmo complicada.

Desde o início das aglomerações urbanas, com o avanço dos meios de comunicação, as informações se tornaram rápidas e consequentemente a interpretação de textos e mensagens precisou agilizar-se. Essa agilidade, por sua vez, demandou uma simplificação e consequente superficialidade para narrar a realidade. A rapidez se tornou sinônimo de eficiência, e eficiência, sinônimo de avanço e evolução, coisas desejáveis. A cultura precisava também ganhar agilidade e ser acessível a todos e a mesma cultura sintetizada foi adequada aos meios eficientes. Numa sociedade baseada na eficiência, praticidade e utilidade, o interesses das massas passaram a ser de dois tipos: ou 1) divertir-se meramente para passar o pouco tempo que tinha livre, esquecer-se da vida dura do trabalho, ou 2) devia ser algo mortalmente útil e lucrativo ou que trouxesse progresso e evolução para a sociedade.

Não sobrou muito espaço para o aprendizado dos valores morais, o que pressupunha alguma contemplação e espiritualidade. A idéia de valores morais transformou-se gradativamente em mera formalidade familiar, escolar ou etiqueta social. A formação da personalidade restringiu-se, portanto, ao aprendizado de ofícios em uma sociedade cada vez menos espiritualizada e focada no “para que serve?”.

Ortega y Gasset, em seu A Rebelião das Massas, resume muito bem o que ocorre quando o homem massificado perde o interesse por compreender o seu lugar no mundo.

“Este homem-massa é o homem previamente esvaziado de sua própria história, sem entranhas de passado e, por isso mesmo, dócil a todas as disciplinas chamadas ‘internacionais'”.

Sem a compreensão dos valores que fazem a civilização, a tradição ou o povo a que pertence, o homem-massa se torna um solitário que só pode, como diz David Reisman, buscar encaixar-se na trama social do entorno. A perda da referência de valores tradicionais, regionais e da história de um povo ou lugar, o torna indiferente a tudo isso, pois quanto menos compreende menos sente falta. É importante lembrar que as nossas identidades mais gerais (sexual, regional, nacional, familiar e cultural) nos ensinam a descobrir nossa identidade pessoal.

Nos tempos em que a tradição dirigia a vida humana, era diferente. Todo ser humano sabia fazer parte de uma família ou clã, com suas tradições. Mais tarde, percebia-se inscrito a uma comunidade, com seus usos e costumes. Naturalmente, uma noção regional construía uma parte de sua personalidade e, por fim, a nacionalidade. Do mesmo modo, ele sabia pertencer a um tempo. Diz Julián Marias que uma sociedade só existe no tempo. Não há sociedade atemporal nem sem regionalismos. Estas características formadoras fazem parte do caráter dos indivíduos e têm a função de orientá-lo para perceber o destino pessoal. Em meio a todos estes pertencimentos, sejam espaciais ou temporais, o indivíduo percebe-se dono de uma individualidade. É daí que surge a noção de imortalidade.

Mais tarde, com o advento do liberalismo e dos ideais iluministas, do racionalismo, etc, o indivíduo apropriou-se do fazer-se humano e tomou as rédeas de seu destino que antes estava atado à tradição (segundo Reisman, é o introdirigido). Mas os homens donos do próprio destino duraram pouco diante da força centrífuga e aniquiladora gerada pelo processo de massificação.

O homem-massa, diz Ortega, “carece de um ‘dentro’, de uma intimidade sua, inexorável e inalienável, de um eu que não se possa revogar. É consequência disso que esteja sempre disponível para fingir ser qualquer coisa. Só tem apetites, crê que só tem direitos e não crê que tem obrigações: é o homem sem a nobreza que obriga”.

Os jovens de hoje são indiferentes não só à tradição da qual pudessem pertencer, mas à idéia mesma de tradição ou de pertencimento temporal, familiar. Isso porque ignoram e dão de ombros à história. Por acaso já viram um jovem contemporâneo, um adolescente, tratar com um senhor de idade? É chocante. O idoso é motivo de riso, de chacota da sua velhice.

O jovem de hoje (os da minha geração, especialmente) tem dificuldades de atenção, de concentração e, portanto, de leitura, porque deram de ombros ao que importava na infância e adolescência, optando pelos apetites diversos oferecidos especialmente à infância relegada a isso pelos adultos para que os deixassem em paz com seus afazeres. Educados diante da TV, do videogame e dentro de escolas que se julgam responsáveis por ensinar cidadania e socialização, aprenderam somente a odiar o outro e a agradar a si mesmos. Nada é mais importante do que a satisfação pessoal, o que se traduz no emotivo, psíquico, motor, sexual, gastronômico, enfim, numa energia geradora de uma alegria vazia e sem felicidade que, no entanto, chamam de felicidade. O vazio é consequência da perda dos meios de descoberta de uma missão particular e intransferível.

Uns encontram a pretensa felicidade na pura anulação de sentido, na fuga completa da realidade presente. Outros, na ilusão de atendimento às supostas necessidades do mundo, o que não deixa de ser fuga da realidade. Mas todos buscam distrair-se o máximo possível de tudo o que dê sentido à vida. Porque o sentido é pesado e doloroso, sem a base que renegou, por vezes incompreensível, confuso e inacessível. A forma mais eficiente de fugir dessa realidade é adotar como critério as pautas e os critérios colocados à disposição pela opinião pública, um instrumento massificador que foi aos poucos sendo adaptado às necessidades deste homem-massa neurótico que precisa fugir o tempo todo do sentido. A mídia fornece-lhe, como num mercado narcotizante, toda a referência que precisa para manter-se no papel que deseja representar.

Somente assim é possível, depois desta tenebrosa tragédia psicossocial, que os sujeitos prefiram proteger-se do vazio de não terem encontrado uma missão intransferível, pertencendo a grupos e lutando por pautas gerais, causas mundiais que os distraiam da profundidade da busca do que de fato devia fazer, das perguntas que devia responder a si mesmo. Nem mesmo a religião parece perceber a necessidade do sentido, que para o homem e jovem se materializa no desafio, e oferecem um Deus de amor, compassivo e que não pede nada além de um amor etéreo e impossível de conciliar com o sacrifício sobre o qual este indivíduo nunca teve notícia. O mesmo vazio, filho da indiferença com os valores espirituais, ri-se deste Deus insípido e permanece à espera de um desafio que dê sentido.

Assim é possível — e só isso explica — que diante dos agressivos militantes de causas como o aborto, a eutanásia e a pedofilia, os pretensos cidadãos de família prefiram deixá-los em paz no seu trabalho e optar por uma causa menos polêmica (como o saneamento básico), porque se as causas servem apenas para aliviar nossa tensão do vazio, não vamos nós querer atrapalhar o alívio dos outros. Fiquemos com o nosso.

Eugenia: a administração total da multidão solitária

O consumismo não se apresenta somente como desejo por bens, mas também por direitos, privilégios e assistencialismo. Muito pior do que quaisquer tentações, a tentação deste consumismo alimenta um demônio bastante voraz: o governo. Do mesmo modo, o objeto de consumo dos governos tem sido o poder. Na mesma medida que o governo tenta o povo com promessas de direitos e assistencialismo, o povo assistido ou sedento, tenta o governo ao reivindicarem ainda mais assistência, oferecendo-lhe portanto mais poder.

Essa voracidade popular por direitos tem relação com o que David Reisman chamou de ‘geração alterdirigida’, isto é, uma geração insegura, solitária, carente e prepotente, que tanto mais quer direitos quanto maior o tamanho do vazio moral e espiritual que a civilização moderna o afundou. Esse vazio existencial, que pretende ser preenchido com direitos, tende a se aprofundar e precipitar o indivíduo em uma espiral de insatisfações aparentemente desconhecida pelo insatisfeito.

O desconhecimento do que aflige a multidão é um resultado, entre outras coisas, da perda da capacidade de dizer, de expressar o que sente. O vazio linguístico, no qual nada parece expressar coisa alguma, desenvolve apegos mágicos ou supersticiosos ao poder das palavras em si mesmas, resultando no que conhecemos como politicamente correto. Assim, virtudes ou vícios das pessoas são associados ao uso de determinadas palavras, como preconceito, diversidade, igualdade, democracia ou liberdade, entre tantas outras que podem surgir a qualquer momento, bastando que seja arbitrariamente associada com algo que evoque bons ou maus sentimentos.

É claro que estes sentimentos, que passaram a ser relacionados a palavras e expressões, são identificados por meras reações externas, constituindo muito mais um fingimento social ou afetação projetiva de um tipo de personalidade socialmente desejável. Estas personalidades desejáveis são fartamente oferecidas no mercado do consumo simbólico, aquele do qual o indivíduo vai dispor para formar sua auto-imagem.  E dentre estas personas escolhidas, há a oferta tentadora oferecida pelas agendas políticas chamada cidadania. O cidadão é, no fundo, o homem estatal, o amálgama coletivo que se faz um com o Leviatã, paródia do Reino de Deus, cujo antecedente pode estar nas consequências sociais da doutrinas da predestinação, para a qual o único compromisso do predestinado — já que sua salvação é garantida — é dar o exemplo, parecer santo e com isso incentivar a santidade no meio social de modo a aproximar o mundo ao Reino.

Sem expressividade própria, o que só poderia existir a partir do contato ininterrupto com gerações anteriores (o que denominamos tradição), qualquer sociedade se torna refém das categorias e classificações genéricas sobre ela mesma. Genéricas como cidadão. Afinal, a classificação dos homens só pode ser justificada pela necessidade administrativa, prerrogativa do estado.

Eis a ponte psicossocial entre a perda da identidade e a dissolução totalitária da cidadania. A sociedade que exige direitos e ao mesmo tempo uma administração sustentável, econômica, eficiente, clamará naturalmente à necessidade da própria eliminação por meio de controles populacionais cujos critérios variarão conforme, não o modismo cultural, mas as necessidades econômicas do governo.

Aborto eugênico, eutanásia, suicídio assistido, e toda sorte de instituições serão devidamente justificadas em nome de um bem maior, o da coletividade. E é claro que estas deformidades serão advogadas não como um mal necessário, mas como um bem em si mesmo, por meio da sua classificação sumária de direitos adquiridos.

Ciência e ideologia I: O percurso da persuasão

MÍDIA-MANIPULAÇÃOUma das coisas mais difíceis hoje é distinguir ciência de militâncias que servem a agendas políticas. Pensemos dois exemplos bastante em voga: a Ideologia de Gênero e o ambientalismo. Ambos utilizam-se de discurso científico enquanto na verdade carregam crenças com elementos misteriosos e pouco esclarecedores. O objetivo é plantar na mente coletiva certos sensos comuns que tendem a ser inquestionáveis através de elementos sobre os quais a reflexão e o pensamento ficam obstruídos.

As ciências iniciaram sua história lutando contra o senso comum, quer dizer, aquelas afirmações que se tornavam unanimidade entre a população e que careciam de comprovação como as superstições. Buscou-se então opor-se a isso procurando explicações. Então chegamos à primeira distinção entre a verdadeira ciência e militâncias políticas: a militância aparece quando há uma crença que se pretende unânime ou consensual e é trabalhada pela mídia insistentemente por meio de discurso científico.

Isso inclui praticamente tudo o que a mídia fala utilizando a ciência.

Há dois elementos nessas ideologias: a situação problema e a solução. É fácil identificarmos as propostas de solução como conteúdo ideológico, mas é um pouco mais difícil identificá-lo quando ainda se apresenta em uma análise da situação.

Dentro dessa análise da situação problema pode haver duas dimensões: a informação meramente factual ou neutra em si mesma e a atribuição de um problema social ainda sem solução aparente.  A segunda dimensão já pode conter a ideologia e a primeira carrega ao menos em intencionalidade. Afinal, porque você decidiu estudar este assunto?, perguntaríamos.

Uma parte importante de um assunto é o motivo pelo qual ele veio a se tornar assunto. Embora o caráter meramente informativo possa ser tratado com neutro, a sua escolha já pode configurar uma intencionalidade. No ambientalismo, é necessário informar sobre desmatamentos e poluições, que em si podem ser verdadeiras, para assim gerar situação e possibilitar uma atribuição de sentido e, mais tarde, a solução.

Portanto, uma ideologia pode ser composta de: 1) descrição da situação (verdadeira ou falsa), 2) problema sem solução, 3) proposta de solução. Dentro da solução (3), há dois outros elementos: o resultado ou objetivo nominal (resolver o problema) (a) e o objetivo oculto que pode nada ter a ver com o problema (b). Aí há outras duas funções importantes, os meios e os fins. Normalmente uma ideologia se resume em justificar os meios pelos fins. Ou seja, mesmo quando ela fala a verdade quanto ao objetivo final ainda assim ela mente quanto às possíveis consequências dos meios utilizados.

A função da mentira ou técnicas de manipulação em uma ideologia é o de ocultar: 1) o objetivo real, quando ele é avesso à resolução do problema ou a códigos morais ou éticos vigentes e 2) ocultar as consequências negativas do meio proposto para a resolução do suposto problema.

De modo geral, o que está por trás de tudo isso é uma visão de mundo que dificilmente é declarada em discussões a respeito de fins e meios, mas que fundamenta um contexto de situação que demanda soluções.

Veremos a Ideologia de Gênero e o Ambientalismo como exemplos por representarem juntas a maior das agendas políticas globais da atualidade.

Enquanto a IG trabalha para o controle da população e a mudança nos valores e paradigmas do direito (direito natural x direito positivo), abrindo espaço para as redefinições linguísticas e cognitivas, o ambientalismo trabalha na reengenharia econômica ao criar crenças comuns que legitimem o controle global dos recursos naturais e a intervenção econômica das nações.

Vejamos nas próximas postagens como funciona cada uma delas no que se refere à persuasão por meio de discursos científicos e manipulações cognitivas.

Continua…

Bela como a virtude é a verdade

c-south-portalO filósofo alemão Richard Egenter já alertava, em 1950, que de todos os erros e heresias que se abateram sobre o cristianismo, um dos mais perigosos é o mau gosto. Em seu livro O mau gosto e a piedade cristã, o autor deixa claro que o mau gosto polui a expressão e a contemplação artística e com isso esteriliza a alma para a identificação da Beleza, que forma junto com a Verdade e a Bondade, as três colunas do edifício da fé em nossa condição humana. Com este edifício manco, sem uma perna, suas outras colunas de sustentação desaparecem e sobram somente palavras, letras e uma doutrina invisível e insensível. Continuar lendo Bela como a virtude é a verdade