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Por que a Igreja Católica é o maior obstáculo à Nova Ordem Mundial

Os utopistas da Nova Ordem Mundial odeiam o Cristianismo como um todo, cujos princípios sempre serão opostos ao poder infinito do globalismo. No entanto, do ponto de vista jurídico, a Igreja Católica é o maior obstáculo ao poder globalista por pelo menos dois grandes motivos:
1) Base espiritual: Trata-se de uma instituição milenar de caráter espiritual e portanto importante coluna do direito natural no ocidente, fator essencialmente limitador de poder;
2) Soberania jurídica: Tem sede no Vaticano, um estado nacional soberano, cujos princípios influenciam o mundo de dentro para fora, mas nada a pode influenciar de fora por conta dessa soberania.
Estratégia
Uma das estratégias globalistas mais clássicas consiste na superexposição da Igreja e de sua organização de modo a enfatizar contradições e as tensões existentes ou não com o contexto mundial (contexto este que deve ser construído por eles), para assim gerar uma falsa necessidade de interferência do mundo nas questões internas da Igreja.
Walter Lippman, assim como muitos outros teóricos de mídia e de sociologia, chamava a atenção para a existência do que chamava de “pseudo-ambiente”, isto é, um contexto construído especialmente para servir de justificativa para ações efetivas e mudanças drásticas na estrutura do tecido social. Aqui podemos interpretar o pseudo-ambiente como a função de premissa, já que não precisa ser exatamente uma descrição contextual clara, mas manifestar-se em um questionamento que passe a ideia de ser representativo da humanidade e fazer as vezes de uma questão universal e candente.
É evidente que tudo o que se publica jornalisticamente sobre o Papa e a Igreja tem esse objetivo e o Vaticano sabe disso.  Embora em muitos casos a Igreja acredite (estando certa ou errada) conseguir aproveitar-se dessa exposição vendo nela uma oportunidade de levar sua mensagem ao mundo, o fato é que a premissa dessa exposição global está presente nos dois casos, ou seja, os agentes desta exposição dificilmente são os membros da Igreja, mas a mídia submissa ao globalismo. Já que a Igreja não detém eficientemente os meios de controlar o fluxo de exposição, tampouco o viés dos produtos midiáticos, resta a ela responder às questões levantadas pela mídia utilizando-se muitas vezes de premissas fornecidas pelo agente causador da exposição. A resposta da Igreja normalmente nem precisa ser distorcida pelos jornalistas, pois o fato da pergunta já é suficientemente um fator de subjugação da Igreja ao julgamento mundano, o que já caracteriza uma inversão profunda e imperceptível de valores no grosso da audiência. Claro que a situação se complica ainda mais quando até mesmo o próprio Papa parece raciocinar nos termos midiáticos e aparentemente apressar-se a responder e com isso reforçar uma postura de submissão avessa à verdade da fé cristã e da noção de autoridade (dependência exclusiva do Autor da vida). Isso não é uma exclusividade do Papa Francisco, mas o resultado de uma postura que a Igreja tomou há tempos, o que nos parece algo carregado de erros e de aparente ingenuidade, queremos crer.

 

Por outro lado, se há outra alternativa à Igreja a não ser responder às questões levantadas, dada a situação de impotência diante do colossal poder da grande mídia globalista, não nos caberia indicar, já que compreender o problema me parece o primeiro passo de qualquer tentativa de resolvê-lo. Isso nos deve auxiliar principalmente no julgamento e interpretação das notícias sobre a Igreja, o que deve ser feito levando em consideração seus efeitos e, portanto, seu agente, conforme um simples exercício de associação baseado na pergunta: a quem isso ajuda? Se ajuda aos globalistas e seu poder sobre as mídias já é atestado, claramente se trata de uma ação orquestrada para este fim. E sobre isso há bastante informação disponível que ateste a incrível capacidade das instituições e entidades globalistas de controlar os meios de comunicação. Basta ver o meu artigo sobre o Project Syndicate.

Exemplos temos em demasia. O primeiro deles e mais óbvio são as acusações de pedofilia na Igreja. É sabido que casos reais existem e devem ser combatidos. No entanto, é um traço típico da mentalidade dos meros consumidores de notícias não atentar-se para o contexto em que essas denúncias surgem ou de quem elas vêm. Em um mundo hiper-sexualizado, onde todas as taras sexuais, incluindo homossexualismo, pedofilia, necrofilia, zoofilia, já contam com entidades de defesa e proselitismo sexual vindo da própria ONU e UNESCO, onde a educação sexualizante para crianças tem sido empurrada goela abaixo de todos os países do mundo, nos parece bastante estranho que os mesmos agentes promotores destas obscenidades tentem colocar a Igreja Católica no centro do problema das taras sexuais. Trata-se de uma forma ardilosa de gerar uma falsa necessidade de o mundo fiscalizar a Igreja e sua estrutura, além, é claro, de distrair o mundo dos infindáveis escândalos de pedofilia na própria ONU que são denunciados pelo mundo a fora e superam em muito os da Igreja.

Embora este tipo de assédio jurídico-midiático ocorra com todos os estados nacionais, o Vaticano é o alvo prioritário, por ser o repositório ocidental do que chamamos de direito natural, isto é, a base jurídica que nos permite julgar se uma lei é justa ou injusta, por carregar valores pré-jurídicos. O caso da pedofilia na Igreja esconde ainda uma agenda dupla que é a questão do celibato clerical, algo odiado e cada vez menos compreendido, mas muito mais por força de uma contextualização construída e aceita pela maioria, na qual o ponto mais alto da satisfação humana está na sexualidade e na realização dos desejos. Desejos estes que, para os fins do direito positivo da Nova Ordem Mundial, devem servir de matriz às reivindicações de mais direitos. Só assim, o que se conhece como direito pode ganhar um caráter subjetivo, um passo importante na direção da relativização do direito e, portanto, no sepultamento dos conceitos universais. Afinal, sendo o homem escravo dos próprios desejos, toda a força dispendida à sua realização irá inevitavelmente na mesma direção de conceder aos legisladores mais e mais poder para que garantam seus direitos. Uma artimanha tão velha quanto letal.

Outro exemplo muito claro é a cobertura e a atenção dada pela mídia ao Sínodo dos Bispos, cujo tema foi a família. A expectativa da grande mídia coincide com agendas da ala modernista da Igreja, como a comunhão de recasados (no fundo, mirando no dogma da indissolubilidade do casamento) e a aceitação de uniões entre pessoas do mesmo sexo, o que pressupõe, de fundo, a relativização do conceito de família como algo universal e independente de convenções sociais ou culturais. O maior obstáculo a estas causas é, novamente, o direito natural que, longe de ser um simples paradigma jurídico, é a base sobre a qual se construiu a noção mesma de direito e de democracia ocidentais.

Como vemos, não é possível julgar as notícias pelo seu conteúdo mas pela agenda que ela atende. Muito embora fatos expostos tenham um fundo de verdade, a verdade maior está na malícia dos difusores da informação e não na informação em si. Informações são uma parte muito pequena de uma notícia. O seu miolo, isto é, a sua alma é a intencionalidade, seja de informar ou transformar, dada a amplitude dos efeitos que advém da difusão dos fatos. Afinal, inevitavelmente a difusão de fatos gera novos fatos. Quem controla a difusão evidentemente detém uma parte importante do poder de interpretação sobre os novos fatos gerados.

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Ciência e ideologia III: ‘o império ecológico’

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Famosa fotomontagem publicada como jornalismo, utilizada para sensibilizar a opinião pública. Enquanto isso, a população de ursos polares está crescendo como nunca.

Toda abordagem ideológica precisa de uma etapa inicial baseada na fabricação de um tipo de consenso. Esta etapa é marcada pela objetividade e tem função meramente informativa. Neste aspecto, a credibilidade de que goza o discurso científico em uma sociedade é essencial. Isso significa que muitas ideologias contam com o suporte de uma ciência, que pode ser legítima desde que separada do seu prolongamento ideológico e uso político posterior.

No uso ideológico, é comum a busca por uma verossimilhança de critério científico. Dados e tabelas, nomes de cientistas e referências acadêmicas, grandes e complexos títulos de obras e artigos, etc, são normalmente eficientes para que o conteúdo midiático não seja questionado. Mesmo que o conteúdo científico contenha em si profundas contradições lógicas e científicas, a tendência do público é depositar confiança.  É comum, por exemplo, o jornalismo apresentar uma hipótese teórica como se fosse uma teoria ou uma teoria como se fosse uma conclusão. Nesse caso, pode criar-se uma verdadeira cultura, um sistema de crenças que vai sedimentando-se em valores inquestionáveis pretensamente universais que brevemente já nem lembram-se de onde vieram, caindo em um senso comum.

Quando a ciência ecológica começou, no final do século XIX, era uma ciência essencialmente biológica que buscava uma abordagem sistêmica sobre as inter relações entre as ciências naturais. Hoje, porém, podemos dizer que se trata de uma ideologia política, essencialmente econômica e intervencionista, que busca regular o uso dos recursos naturais de todo o planeta.

O tema da ecologia foi ganhando mídia justamente quanto mais se alinhava a utopias políticas. Desde a definição do problema inicial (a destruição da natureza) até a solução proposta (controle da economia mundial) um longo processo se estabeleceu e deixou uma série de questões propositalmente de fora das discussões. Vejamos:

Uma das mudanças imperceptíveis foi a transformação do problema da “destruição da natureza” — que antes era entendido como figura de linguagem que significava as diversas agressões que colocavam os recursos naturais em risco — em um macrossistema de desequilíbrio planetário. Esta mudança sutil, feita por meio do desenvolvimento da teoria geral dos sistemas, claramente impõe soluções planetárias a problemas que antes eram tratados como locais.

As noções de “equilíbrio ecológico” ou equilíbrio planetário não pertencem ao mundo das ciências — naturais ou humanas — mas à literatura místico-esotérica dos séculos anteriores popularizada por editoras maçônicas e que ganhou o público urbano por volta do século XIX, constituindo a cultura que hoje chamamos Nova Era, que entre suas crenças inclui desde as primitivas seitas pagãs até o culto a extraterrestres.

É fácil percebermos que a noção de equilíbrio planetário pressupõe o conhecimento de um eixo principal sobre o qual o todo se equilibra. Este tipo de conhecimento só pode ser de caráter “revelado” e não empírico já que não faz parte do objeto de estudo de nenhuma ciência conhecida (exceto, de certa forma, da teologia).

Essa mudança vinda do uso de novas noções se concentrou na situação, no pressuposto ou justificativa de todo o edifício ideológico que vem depois. A abordagem sistêmica, como lembra Pascal Bernardin (em O Império Ecológico), quando aplicada à sociedade, tem a característica de ignorar o indivíduo, fazendo dele uma peça passiva de um sistema complexo. A teoria geral dos sistemas ampliou, com isso, as possibilidades teóricas da engenharia social.

Afinal, para resolver o problema do desequilíbrio ecológico, impõe-se a mudança de valores sociais. A ecologia mudou muito desde seus primórdios como ciência biológica, quando denunciava a ambição humana pelo controle técnico da natureza, até o ponto atual em que defende radicalmente o controle social sobre a mente humana como meio de controlar o planeta.

Da ciência para a mídia

Como já dissemos, o jornalismo quando fala de ciência se utiliza da credibilidade emprestada das ciências. Mas todos sabem o que é a ciência? Segundo o filósofo Olavo de Carvalho, há pelo menos três sentidos em que a palavra ciência pode ser entendida. Primeiro, como método de investigação; segundo, como conjunto de comunidades científicas, o que pode representar uma única comunidade ou algumas delas seletivamente; e, terceiro, a ciência como critério de validação de conhecimentos a serem usados pela política e para o bem (ou mal) da sociedade.

Em geral, a mídia utiliza o termo neste último sentido, como critério de validade de informações que o jornalista ou o jornal não poderia validar e, portanto, livra-se da responsabilidade por elas.

Embora o jornalista não explique ao seu público o sentido em que está usando o conteúdo científico, isso está patente pela própria essência da profissão. Portanto, os outros dois sentidos ficam implícitos como acidentes. Há a credibilidade do método, implícita socialmente, e o uso seletivo de comunidades científicas ou cientistas individuais. Neste último caso, a seleção não fica sempre por conta do jornalista, mas de organismos como a ONU (ex. IPCC).

Em 2013, demonstrei, em uma dissertação de mestrado em jornalismo, que a abordagem sobre Aquecimento Global no Diário Catarinense durante o ano de 2007, foi cerca de 46% pedagógica e apenas 29% informativa. A abordagem informativa concentrou-se nos primeiros meses enquanto a pedagógica, nos últimos. Isso parece indicar que a informação precisa vir antes da atribuição de valores e da sugestão de mudanças de comportamento, exatamente como acontece na chamada Teoria do Agendamento, que propõe duas fases, a do objeto e a do atributo.

A passagem de uma função para a outra se deu por meio do direcionamento político do jornalismo ambiental, que correspondeu a 35% e concentrou-se justamente na transição entre os dois. A função política em geral significa a geração de pressão para que países se mobilizassem para enfrentar o problema das mudanças climáticas.

Função Informativa: 29% — primeiros dois meses
Função Pedagógica: 46% — últimos meses

A função informativa coincidiu com a abordagem mair naturalista, isto é, focada na necessidade de preservação das belezas, florestas, animais em extinção, enfim, temas que tocam a sensibilidade e o zelo pelo planeta. Já a pedagógica e última focou somente em como o ser humano, mediante mudanças culturais e sociais, poderia contribuir para a “saúde do planeta”.

OBS.: Este estudo foi feito com atenção unicamente ao aspecto ideológico do ambientalismo, sem prejuízo dos problemas reais a serem enfrentados. Como acredito que a verdade não pode ser transmitida com o uso de mentiras, as denúncias que faço são em relação exclusivamente às mentiras utilizadas, acreditando que os fins não justificam os meios. No máximo podemos sugerir que, se os meios são ruins, a necessidade dos fins resultam no mínimo suspeitos.

Ciência e ideologia I: O percurso da persuasão

MÍDIA-MANIPULAÇÃOUma das coisas mais difíceis hoje é distinguir ciência de militâncias que servem a agendas políticas. Pensemos dois exemplos bastante em voga: a Ideologia de Gênero e o ambientalismo. Ambos utilizam-se de discurso científico enquanto na verdade carregam crenças com elementos misteriosos e pouco esclarecedores. O objetivo é plantar na mente coletiva certos sensos comuns que tendem a ser inquestionáveis através de elementos sobre os quais a reflexão e o pensamento ficam obstruídos.

As ciências iniciaram sua história lutando contra o senso comum, quer dizer, aquelas afirmações que se tornavam unanimidade entre a população e que careciam de comprovação como as superstições. Buscou-se então opor-se a isso procurando explicações. Então chegamos à primeira distinção entre a verdadeira ciência e militâncias políticas: a militância aparece quando há uma crença que se pretende unânime ou consensual e é trabalhada pela mídia insistentemente por meio de discurso científico.

Isso inclui praticamente tudo o que a mídia fala utilizando a ciência.

Há dois elementos nessas ideologias: a situação problema e a solução. É fácil identificarmos as propostas de solução como conteúdo ideológico, mas é um pouco mais difícil identificá-lo quando ainda se apresenta em uma análise da situação.

Dentro dessa análise da situação problema pode haver duas dimensões: a informação meramente factual ou neutra em si mesma e a atribuição de um problema social ainda sem solução aparente.  A segunda dimensão já pode conter a ideologia e a primeira carrega ao menos em intencionalidade. Afinal, porque você decidiu estudar este assunto?, perguntaríamos.

Uma parte importante de um assunto é o motivo pelo qual ele veio a se tornar assunto. Embora o caráter meramente informativo possa ser tratado com neutro, a sua escolha já pode configurar uma intencionalidade. No ambientalismo, é necessário informar sobre desmatamentos e poluições, que em si podem ser verdadeiras, para assim gerar situação e possibilitar uma atribuição de sentido e, mais tarde, a solução.

Portanto, uma ideologia pode ser composta de: 1) descrição da situação (verdadeira ou falsa), 2) problema sem solução, 3) proposta de solução. Dentro da solução (3), há dois outros elementos: o resultado ou objetivo nominal (resolver o problema) (a) e o objetivo oculto que pode nada ter a ver com o problema (b). Aí há outras duas funções importantes, os meios e os fins. Normalmente uma ideologia se resume em justificar os meios pelos fins. Ou seja, mesmo quando ela fala a verdade quanto ao objetivo final ainda assim ela mente quanto às possíveis consequências dos meios utilizados.

A função da mentira ou técnicas de manipulação em uma ideologia é o de ocultar: 1) o objetivo real, quando ele é avesso à resolução do problema ou a códigos morais ou éticos vigentes e 2) ocultar as consequências negativas do meio proposto para a resolução do suposto problema.

De modo geral, o que está por trás de tudo isso é uma visão de mundo que dificilmente é declarada em discussões a respeito de fins e meios, mas que fundamenta um contexto de situação que demanda soluções.

Veremos a Ideologia de Gênero e o Ambientalismo como exemplos por representarem juntas a maior das agendas políticas globais da atualidade.

Enquanto a IG trabalha para o controle da população e a mudança nos valores e paradigmas do direito (direito natural x direito positivo), abrindo espaço para as redefinições linguísticas e cognitivas, o ambientalismo trabalha na reengenharia econômica ao criar crenças comuns que legitimem o controle global dos recursos naturais e a intervenção econômica das nações.

Vejamos nas próximas postagens como funciona cada uma delas no que se refere à persuasão por meio de discursos científicos e manipulações cognitivas.

Continua…

Discurso e transformação

O apóstolo da transformação social precisa acostumar-se com a idéia de odiar profundamente tudo o que é fixo e imutável. E para mudar o imutável é preciso inundar a mente humana de mentiras (a começar pela própria) ao ponto de impossibilitar a distinção entre verdadeiro e falso. Afinal, o primeiro padrão fixo a ser destruído é a verdade.

A Ideologia de gênero formou-se sobre as fundações do feminismo e do desconstrucionismo linguístico de Derrida e Foucault, para quem todas as instituições (família, escola, religião, estado) são, na verdade, nada mais que discursos.

Há algumas décadas que tudo é discutido. A constante discussão de todos os temas põe em risco todo o entendimento fixo sobre qualquer coisa. A desconstrução de discursos é uma forma de esvaziamento dos valores embutidos nestes discursos. Esta era a dica de Derrida.

O discurso feminista que conhecemos pela mídia deixa de lado a sua parte mais cruel: as feministas sempre souberam que para a libertação da mulher era necessário libertar também a criança da repressão sexual. Isso porque a criança é, para elas, o símbolo maior da escravidão feminina. É um fato inegável que a idéia de jogá-las cada vez mais cedo em escolas veio das feministas.

O aborto e o utilitarismo dos desejos

Normalmente, quem defende o direito ao aborto hoje não sabe bem porque o defende, pois advoga uma opinião sobre a qual pouco ou nada sabe além de meras justificativas retóricas. A motivação nunca aparece nas palavras de seus defensores e é possível que nem exista neles. As argumentações se restringem a meras opiniões, dentre elas a de que a vida não começa na fecundação, alegações de direitos da mulher sobre o próprio corpo ou na retórica comum de que uma vida de pobreza, sem educação de qualidade, ou com pais separados, seja muito pior e destruidor na vida de uma criança do que a eliminação física dessa vida.  Continuar lendo O aborto e o utilitarismo dos desejos

A religião global da URI

A organização trabalha para a extinção das religiões atuais, mediante o esvaziamento do seu conteúdo simbólico, descaracterização de dogmas e desvinculação das almas de seus lugares de origem, para enfim criar dentro do espírito humano uma necessidade vazia de fé, cuja forma final reside em uma crença relativista na universalidade e multiplicidade do cosmos.

Em outubro de 2010, em Florianópolis, aconteceu o Seminário Internacional deTecnologia para a Mudança Social[1], promovido por diversas organizações nacionais e regionais, entre elas o ICom (Instituto Comunitário Grande Florianópolis), além de grandes empresas como o Grupo RBS, Fundação Social Itaú, Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, UN Volunteers, entre outras. Sob o slogan “Together is better”, o evento propunha-se a:

“construir uma presença digital relevante e aproveitar os meios tecnológicos disponíveis para propagar sua causa social.

“As organizações da sociedade civil devem utilizar as tecnologias como um meio de mobilizar recursos, atrair e gerenciar voluntários e prestar contas para todos os seus públicos. A internet é hoje o meio mais rápido e efetivo de estabelecer relacionamentos e formar redes sociais”.[2]

A causa social, neste caso, é o grande mote. A mensagem do evento é um resultado da apropriação empresarial da proposta da mudança social e promoção de uma nova cidadania com ênfase na utilização da tecnologia para melhorar as relações sociais e, com isso, angariar mais negócios dinamizando a economia. Este é um perfeito exemplo de ação positiva de empresas, ongs e instituições públicas, unidas para uma causa aparentemente única e benéfica para todos. A mensagem principal da campanha, dessa forma, aparenta não só uma proposta inofensiva mas algo natural e de um elevado grau de boa intenção. É necessário, porém, que analizemos profundamente as relações por trás de toda essa benevolência apostolar.

Não há novidade nenhuma nesta retórica. Toda essa argumentação está presente na maioria dos movimentos sociais influenciados pela filosofia humanista e os seus descendentes, mais precisamente pelo novo humanismo promovido por intelectuais e políticos globalistas como Salvatore Puledda e Michail Gorbachev.

O destaque do seminário foi a presença de um palestrante internacional, o professor Emmet D. Carson, presidente e fundador da Sillicon Valley Community Foundation, considerado uma das principais lideranças do terceiro setor (ongs) nos Estados Unidos. Carson é responsável pela gestão de mais de 1500 fundos de investimento social de empreendedores da área de tecnologia e de empresas como eBay, Google e Sun Microsystems.

A Sillicon Valley Community tem publicado a lista das doações que faz em seu Relatório Anual. Eis um dado revelador, descoberto pelo jornalista americano Lee Penn[3]: no ano de 2000, consta a doação de cerca de US$1 milhão para uma organização chamada United Religions Initiate (URI). A Sillicon Valley Community não é a única organização empresarial que faz doações à URI. Descendo ainda mais os degraus do intrincado mundo oculto das finanças e ongs, encontramos enfim, o fundo falso que há no subterrâneo das relações institucionais vigentes, até nos depararmos com o sinistro significado por trás das belas palavras ditas nas palestras do Sr. Carson.

É possível que Emmett Carson nem desconfie, mas a organização que ele preside faz anualmente doações milionárias para uma organização com objetivos macabros e, como mostrarei a seguir, realmente satânicos.

Muitos dizem que a URI busca ter o status da ONU. Ora, mas ela é parte dessa grande rede de ongs que formam a mais cara das ongs, nas palavras de Heitor de Paola. As ideias difundidas pela URI vêm se espalhando pelo mundo desde o século XIX, mas só na década de 1990 é que surgiu como entidade jurídica. Desde então a organização tem arrecadado todos os anos somas milionárias por meio de 72 organizações diretas e mais de 500 Círculos de Cooperação fixados em 167 países[4]. No livro False Dawn, ainda não publicado no Brasil, o jornalista Lee Penn desmembra toda a teia de relações envolvendo essa grande Ong.

Essa organização gigantesca tem entre seus objetivos públicos o relacionamento e a integração entre as várias religiões afim de criar uma “cultura de paz, justiça e igualdade para todos os seres vivos”. Entre as ações propostas pelo grupo para chegar a esse objetivo, Lee Penn lista as seguintes:

 

1. Limitar a evangelização cristã em nome da promoção interreligiosa da paz;

2. Marginalizar os cristãos conservadores como intolerantes e fundamentalistas;

3. Preparar o caminho para uma nova espiritualidade global que possa acomodar formas mais domésticas das atuais religiões e movimentos espirituais;

4. Promover uma nova “ética global” coletivista;

5. A idéia de que o principal objetivo da religião é a reforma social a serviço de Deus;

6. A idéia de que todas as religiões e movimentos espirituais são iguais, verdadeiros, e igualmente eficazes como caminho para a comunhão com Deus;

7. Controle populacional – especialmente no Terceiro Mundo;

8. Elevar a respeitabilidade de cultos como ocultismo, bruxaria, theosofia, e outras formas discriminadas de religião[5];

 

A URI foi fundada pelo Bispo episcopal da Califórnia William Swing, em 1995, e suas idéias têm atraído um número gigantesco de grupos ativistas dos mais diversos. Por mais diversos que sejam, entretanto, têm demonstrado uma impressionante capacidade de desarmar conflitos entre eles em prol de objetivos comuns. Entre os tipos de grupos apoiadores da URI estão:

Dalai Lama e religiosos apoiadores do regime chinês;

pró-gay e anti-gay seguidores da Revolução Chinesa;

muçulmanos radicais e feninistas radicais;

fundações capitalistas e partidos comunistas;

entidades de George Soros e George W. Bush.

 

Não é preciso dizer que grupos como estes dificilmente se entendem em suas zonas de influência. Mas a URI tem uma estranha capacidade para agregar acólitos dos mais díspares. Essa propensão à “diversidade para a unidade” demonstrada pela URI, é fruto de uma articulação e conciliação entre diferentes objetivos em comum. Trata-se de um grupo que vê a multiplicidade de religiões como um fator de exclusão e de divisão dos seres humanos. Para minimizar os efeitos nocivos da separação entre as pessoas, a URI milita em uma causa que, em última instância, promove uma religião internacional, uma fé única e universalista a ser imposta para todo o Planeta.

A forma mais fácil de fazer isso, segundo a maioria dos religiosos que pertencem a entidades ligadas a este grande grupo, seria mesclar os conhecimentos adquiridos pelas várias religiões de modo que se crie um “conhecimento único”, uma “multi-fé”, sem dogmas e de um certo modo planetária, que una os homens em uma cultura de paz independente de denominações religiosas. A URI não prega somente um sincretismo religioso tal como o Brasil conhece, nomeadamente, entre catolicismo e umbanda. Busca uma mudança muito mais profunda no entendimento do que seja religião. Mostraremos como por diversos motivos a URI trabalha para a extinção de todas as religiões atuais, mediante o esvaziamento do seu conteúdo simbólico, descaracterização de dogmas e desvinculação das almas aos seus lugares de origem, para enfim criar dentro do espírito humano uma necessidade vazia de fé, cuja mais nobre forma reside em uma crença relativista na universalidade e multiplicidade do cosmos.

A origem, porém, deste pensamento, está longe de ter motivações pacíficas e de união das religiões. Entre os principais teóricos orientadores e fundadores de grupos pertencentes a URI estão ocultistas e satanistas como Helena Blavatsky, Alice Bailey, Aleister Crowley, entre muitos outros. E seus continuadores têm relacionamentos tão promíscuos com sociedades secretas (ou meramente discretas) que aliam-se desde a poderosas organizações capitalistas a perigosos grupos revolucionários e comunistas; em todos os países do mundo, sua causa é compartilhada tanto entre partidos de direita quanto de esquerda. Um claro exemplo dessa multiplicidade unitária da URI e de seus tentáculos está na relação próxima que têm com acionistas majoritários das Organizações Ford e ex-dirigentes da KGB, políticos do partido republicano dos EUA e militantes socialistas na América Latina. Essa teia de relações, como veremos, é um emaranhado de convivências tenebrosas entre o pior do conhecimento que o homem já produziu e a tentativa de perpetuação dos maiores erros da humanidade.

ORIGEM DA URI

A United Religions Initiate foi fundada oficialmente pelo bispo episcopal da Califórnia, William Swing, em 1995. A iniciativa da organização existia já há cinco anos e cerca seus primeiros fundadores foram não mais do que 55 pessoas. Mas o fundamento principal, motivo verdadeiramente fundador da URI teve início ainda no século XIX, no I Parlamento Mundial das Religiões, um encontro que ocorreu na cidade de Chicago, em setembro de 1893[6]. O evento marcou o início do diálogo entre as religiões de todo o mundo e deu origem a uma agenda que iria ter continuidade pelos próximos séculos. Cem anos depois, em 1993, o Parlamento reuniu-se novamente, também na cidade de Chicago, quando já havia sido formado o Conselho do Parlamento das Religiões. Em 1993, o evento contou com cerca de 8 mil pessoas e tem sido organizado sem periodicidade certa, em diversas cidades pelo mundo.

O principal objetivo desse parlamento fora a elaboração da Declaração das Religiões para a Ética Global. Em uma introdução explicativa à sua proposta para essa declaração, o teólogo ecumênico holandês Hans Küng, autor do livro Projeto de Ética Mundial, escreveu em 1992[7]:

Depois de duas guerras mundiais, do colapso do fascismo, nazismo, comunismo e colonialismo, e do fim da guerra fria, a humanidade entrou numa nova fase de sua história. Ela tem hoje suficientes recursos econômicos, culturais e espirituais para instaurar uma ordem mundial melhor. Mas novas tensões étnicas, nacionais, sociais e religiosas ameaçam a construção pacífica de um mundo assim. Nossa época experimentou um progresso tecnológico nunca antes ocorrido, e, no entanto ainda somos confrontados pelo fato de que a pobreza, a fome, a mortalidade infantil, o desemprego, a miséria e a destruição da natureza, em âmbito mundial, não diminuíram, mas aumentaram. Muitas pessoas estão ameaçadas pela ruína econômica, desordem social, marginalização política e pelo colapso nacional.

Em outro ponto, ele sustenta ainda:

Nosso planeta continua a ser impiedosamente pilhado. Um colapso dos ecossistemas nos ameaça. Repetidamente, vemos líderes e membros de religiões incitar a agressão, o fanatismo, o ódio e a xenofobia – e até inspirar e legitimar conflitos violentos e sangrentos. A religião é muitas vezes usada apenas para fins de poder político, incluindo a guerra.

O Parlamento Mundial das Religiões, ou das Religiões do Mundo, defende, portanto, a co-existência entre as religiões e a paz entre os seres humanos. Propõe que o mundo caminha para uma época próspera, devido os avanços científicos e tecnológicos, e que esta nova era seria incompatível com antigas visões de mundo que mais separam os homens do que unem. Daqui para frente, as soluções para os novos problemas devem ser, por sua vez, igualmente novas.

Novamente temos afirmações claramente bem intensionadas e, em certa medida, acalentadoras para a humanidade. Mas, como já disse antes, a mensagem verdadeira está oculta entre verbos e adjetivos, entre nomes e sobrenomes, dilemas e soluções. O parágrafo anterior bem que poderia ser dito de outra forma, sem tantas beneses ou agrados ao gênero humano. No jargão acadêmico e científico de nosso tempo, a expressão “mudança de paradigma”, possivelmente tirada de Thomas Kuhn, ganhou uma nova feição, esotérica, mística e existencial. Tal expressão cabe perfeitamente na crença alegada pelos teóricos do Parlamento das Religiões de que um novo período se aproxima e de que as antigas soluções não podem mais resolver os supostos novos impasses. Nem o mundo empresarial ficou livre desse jargão que em toda parte ecoa, como um mantra, nos corredores das corporações, órgãos públicos, terceiro setor, etc.

Poucos atêm-se, porém, a origem desse termo, ou ainda, a origem da idéia que o termo enceta. Há muitos escritores que admitem que o começo disso tudo está no esoterismo de inspiração oriental que tão rapidamente tem tomado de assalto o mundo cultural do Ocidente. O chamado Movimento Nova Era, do qual a URI apropria o conteúdo,constitui-se hoje de um emaranhado de seitas e grupos esotéricos que creem em uma mudança astral que daria início à Era de Aquários. Esse novo período, segundo a profecia astrológica, irá trazer paz e prosperidade à humanidade como nunca houve. A Nova Era e todas as suas subdivisões, é uma fusão de crenças e teorias metafísicas que mistura influência oriental, teológica, crenças espiritualistas, animistas e paracientíficas. Sua proposta é a criação de um modelo de consciência moral e social, mediante orientações psicológicas, resultando no amálgama entre Natureza, Cosmos e o Homem.

Não é coincidência o fato de que muitos princípios dos movimentos Nova Era tenham íntima concordância com as idéias propostas pelo Parlamento das Religiões que culmina com a fundação da URI já que ambos defendem uma nova ética global e universalista. Além de reunir as principais religiões do mundo, o Parlamento, assim como o Conselho das Religiões formado por ele, integrou, desde sua origem, teóricos fundadores das principais seitas esotéricas e ocultistas do século XIX. Não podemos esquecer que muitas dessas seitas participantes, ainda hoje ativamente dos movimentos que orientam o Conselho das Religiões e a URI, objetivavam em seu início a inversão das crenças cristãs.

A URI não cessa de trabalhar para implantar a sua religião global. Desde o início de suas atividades, tem arrecadado dinheiro e acólitos no serviço que se propos. Já em fevereiro de 1996, o bispo William Swing iniciou uma longa jornada ao redor do mundo, onde se encontrou com lideranças religiosas que incluem a Madre Teresa de Calcutá, o Dalai Lama, o arcebispo anglicano de Canterbury, o arcebispo Fittzgerald, o cardeal Arinze do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e o próprio papa João Paulo II.

Vejamos então, o que mais diz a URI sobre sí mesma:

Em junho de 1996, aconteceu a I Conferência Mundial da URI, com 55 pessoas. A partir daí, seu crescimento tem sido vertiginoso. Hoje, está presente em mais de 167 países. Um mutirão de líderes religiosos dos cinco continentes escreveu sua Carta Fundacional. Em julho de 2000, a Carta da Iniciativa das Religiões Unidas foi assinada, com peregrinações de caminhadas e celebrações da paz entre as religiões, nas vilas, cidades e metrópoles em todo o mundo, marcando o início oficial da URI. A Iniciativa das Religiões Unidas é uma rede global dedicada à promoção permanente da cooperação inter-religiosa.

Seu objetivo é colocar um fim à violência por motivos religiosos, cultivar culturas de paz e cura para a Terra e todos os seres vivos. A cura da terra traz em si todo o desafio da questão ecológica, da necessidade do uso sustentável dos recursos do planeta, ameaçados pelo mau uso. Diz respeito, também, às relações injustas entre países e povos e à distribuição desigual das riquezas.

Sendo “uma iniciativa global por mudanças, a URI é um convite à participação de todos, procurando trazer as religiões e as tradições espirituais a uma mesa comum, a um encontro global permanente e cotidiano, no qual, a partir das peculiaridades de cada um, seja possível buscar a paz entre as religiões e trabalhar juntos pelo bem de toda a vida e para a cura do mundo”.

Ela não quer se tornar uma espécie de nova religião mundial ou a porta-voz única das religiões. Faz parte de seus princípios, estimular cada pessoa a enraizar-se profundamente em sua própria identidade religiosa. O seu fundador argumenta que, “da mesma forma que as Nações Unidas não são uma nação, as Religiões Unidas não serão uma religião”.

Dela podem fazer parte todas as pessoas e grupos que aceitam o Preâmbulo, o Propósito e os Princípios da Carta de Fundação, assinada no Encontro Estadual de URI dia 01/06 2000, por meio um Círculo de Cooperação (CC) que a partir do Preâmbulo, do Propósito e dos Princípios, tem autonomia e responsabilidade de condução e escolha de atuação.

As condições de criação de um CC são, ao menos, reunir sete membros, representando no mínimo três religiões, expressões espirituais ou tradições indígenas. Como a URI é auto-organizativa, cada CC pode escolher a forma de agir na sociedade e determinar o que quer fazer. Há grupos que trabalham das mais variadas formas e na mais diversas atividades: AIDS, mulheres, direitos humanos, meio-ambiente, justiça e paz… tudo o que contribua para a segurança, a felicidade e o bem estar de toda a vida.

Uma das organizações associadas à URI, no Brasil, é a ong VivaRio, que entre outras coisas, atuou ativamente na Campanha pelo Desarmamento, em 2006. Em seu site oficial, a ong dispõe sobre sua missão e seus objetivos:

 

Integrar a cidade partida através da cultura de paz, trabalhando com a sociedade civil, o setor privado e o governo, com foco na promoção do desenvolvimento social e na redução da violência urbana.

O Viva Rio é uma organização não-governamental, com sede no Rio de Janeiro, engajada no trabalho de campo, na pesquisa e na formulação de políticas públicas com o objetivo de promover a cultura de paz e o desenvolvimento social.

Fundado em dezembro de 1993, por representantes de vários setores da sociedade civil, como resposta à crescente violência no Rio de Janeiro, o Viva Riodesenvolveu e consolidou uma ampla gama de atividades e estratégias bem sucedidas.Através de pesquisa, elaboração e teste, as soluções propostas pelo Viva Rio são, inicialmente, realizadas em pequena escala. Atingindo resultados positivos, essas ações podem ganhar grandeza e se tornarem políticas públicas reproduzidas pelo Estado, pelo mercado e por outras ONGs.

Apesar do trabalho do Viva Rio ter se iniciado em resposta a problemas locais, com os quais permanece profundamente comprometido, a natureza multifacetada da segurança o conduziu ao envolvimento internacional. Assim, as soluções precisam ser simultaneamente globais e locais.

Assim como diversas outras ongs atuantes no Brasil e no mundo, a Viva Rio possui uma série de parceiros internacionais que financiam programas de assistência social em diversos países do mundo. Muitas vezes, porém, estas organizações se envolvem ativamente em campanhas de âmbito nacional como é o caso do Desarmamento, uma das principais bandeiras da Viva Rio. A lista de parceiros da Viva Rio é dividida em dois grupos: Parceiros nas Ações Comunitárias e Parceiros Institucionais. Dentre os primeiros, como o próprio nome já diz, estão as organizações locais de moradores, etc.

Parceiros da ong Viva Rio, maior representante da URI no Brasil:

 

Direitos Humanos e Segurança Pública

Clínica da Violência Coca-Cola Conselho Mundial de Igrejas Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro FIRJAN – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro Fundação Ford Fundação Roberto Marinho

IANSA – International Action Network on Small Arms Igreja da Noruega INSS – Instituto Nacional de Seguridade SocialInstituto Ayrton Senna Instituto Noos IPUR – Instituto de Psiquiatria da UFRJMinistério da Justiça Ministério da Justiça / Secretaria de Estado de Direitos Humanos Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro OAB/ RJ – Ordem dos Advogados do Brasil / Seccional Rio de Janeiro PNUD – Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Ação Social, Esporte e Lazer, RJSecretaria de Estado de Segurança Pública, RJ Secretaria de Estado de Trabalho, RJ Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social , RJ Secretaria Municipal de Trabalho, RJ SESI- Serviço Social da Indústria, RJ SUDERJ – Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro / Vara de Execução Penal UnescoEducaçãoAMESIA – Associação Missionária de Educação Social para Infância e Adolescência Banco do Brasil Casas Sendas Comissões Municipais de Emprego Comunidade Solidária DETRAN Escola Técnica Federal de Química FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo FIRJAN – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro Fundação Roberto Marinho FUNENSEG – Fundação Escola Nacional de Seguros Grupo Ipiranga Hemorio

Instituto Moreira Salles Mercadinho Bom Pastor Ministério da Ciência e Tecnologia Ministério de Educação e Cultura / FNDE

Ministério da Justiça / Secretaria de Estado de Direitos Humanos, RJ Ministério do Trabalho e Emprego / FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador Ministério do Trabalho e Emprego / Secretaria de Políticas Públicas e Emprego Museu de Astronomia / CNPq Nova Riotel Empreendimentos Hoteleiros LTDA Petrobrás SEBRAE Secretaria de Estado de Educação, RJ

Secretaria de Estado de Trabalho, RJ Secretaria Municipal de Habitação, RJ Secretaria Municipal de Trabalho, RJ SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial , RJ SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, RJ SESI – Serviço Social da Indústria, RJ Desenvolvimento ComunitárioBNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Banco Bozano Simonsen British Petroleum BID – Banco Inter-Americano de Desenvolvimento C&A CDI – Comitê pela Democratização da Informática Comunidade Solidária Consulado dos Estados Unidos da América Consulado da França

FININVEST FIRJAN – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro Fundação Doen da Holanda Fundação Roberto Marinho Fundação Rui Barbosa Furnas Centrais Elétricas

Globo.com Hype Babilônia Eventos e Produições

IBM International Newcomers Club Knoll

Organizações Globo

Rabo de Saia Riotur Santista Alimentos S.A. Secretaria de Estado de Saúde, RJSecretaria Municipal de Habitação, RJ Secretaria Municipal de Meio Ambiente/Fundação Parques e Jardins, RJ Secretaria Municipal de Saúde, RJ Secretaria Municipal de Trabalho, RJ SESC/Departamento Nacional – Serviço Social do Comércio, RJ SESI – Serviço Social da Indústria, RJ Shering

União Européia USAID – United States Agency for International Development Wella

 

Meio AmbienteUnibanco EcologiaPrograma de VoluntariadoBP Almoco Conselho Britânico Consulado da Suécia Embaixada Britânica Igreja Menonita Ministério da Família, Terceira Idade, Mulheres e Jovens do Governo Alemão NSC/USA – National Safety Council Rede Globo de Televisão Volkswagen Brasil

A URI não se encontra nesta lista, é claro. E navegando pelo site, é quase impossível estabelecer uma ligação entre as duas organizações a não ser por um detalhe óbvio: o site da URI no Brasil é hospedado pelo da ong (www.vivario.org/uri). Mas por que isso acontece? É estranho pensarmos em um grupo como o Viva Rio, que está presente em todas as campanhas aparentemente humanitárias, mas que oculta (ou não preocupa-se em divulgar) uma relação tão íntima com uma organização internacional tão poderosa e influente no mundo todo, o que seria uma ótima publicidade para eles. Talvez a resposta seja a mesma para todas as outras seccionais da URI pelo planeta.

O site que abre na url: http://www.vivario.org/uri, chama-se Iniciativa das Religiões Unidas, América Latina e Caribe. Neste site há informação suficiente para quem queira ingressar no que chamam de “ativismo inter-religioso pela paz”, um tipo de militância claramente difícil de definir.

Todos os mais de 300 círculos de cooperação da URI pelo mundo respeitam e obedecem às Cartas da URI, dispostas em seu site oficial cujo link se encontra em todos os sites locais em diversos idiomas.

Mas lendo e relendo os sites deste emaranhado de relações entre ongs nacionais e internacionais, passando por esta infinidade de entidades e grupos privados, já é possível compreendermos o tamanho do problema. Ocorre que, por trás das belas palavras, encontramos o alçapão que permeia todo o fundamento ou os fundamentos que regulam as Cartas da URI e, por meio delas, milhares de mentes pelo mundo.

[1] Site oficial do evento. http://seminariotib.org.br/

[2] Lucia Dellagnelo, coordenadora geral do ICom – Instituto Comunitário Grande Florianópolis, um dos realizadores do seminário”. http://seminariotib.org.br/release-florianopolis-promove-seminario-internacional-sobre-tecnologia-para-mudanca-social/

[3] PENN, Lee. False Dawn. 2009.

[4] http://www.vivario.org/uri

[5] http://www.uri.org.

[6] Site official do Parlamento Mundial das Religiões: http://www.parliamentofreligions.org.

[7] Texto na íntegra pode ser lido em: http://www.comitepaz.org.br/religioes_1.htm.

Teoria da eliminação

Ecoscience: Population, Resources, Environment. Paul R. Ehrlich, Anne H. Ehrlich, John P. Holdren

“Presumivelmente, a maioria das pessoas concorda que o único meio de atingir estes objetivos em um nível mundial é através da taxa de natalidade.

A alternativa a isso é permitir o aumento da taxa de mortalidade, o que naturalmente vai acontecer caso a humanidade não optar racionalmente por reduzir a sua taxa de natalidade a tempo” Continuar lendo Teoria da eliminação