Eugenia: a administração total da multidão solitária

O consumismo não se apresenta somente como desejo por bens, mas também por direitos, privilégios e assistencialismo. Muito pior do que quaisquer tentações, a tentação deste consumismo alimenta um demônio bastante voraz: o governo. Do mesmo modo, o objeto de consumo dos governos tem sido o poder. Na mesma medida que o governo tenta o povo com promessas de direitos e assistencialismo, o povo assistido ou sedento, tenta o governo ao reivindicarem ainda mais assistência, oferecendo-lhe portanto mais poder.

Essa voracidade popular por direitos tem relação com o que David Reisman chamou de ‘geração alterdirigida’, isto é, uma geração insegura, solitária, carente e prepotente, que tanto mais quer direitos quanto maior o tamanho do vazio moral e espiritual que a civilização moderna o afundou. Esse vazio existencial, que pretende ser preenchido com direitos, tende a se aprofundar e precipitar o indivíduo em uma espiral de insatisfações aparentemente desconhecida pelo insatisfeito.

O desconhecimento do que aflige a multidão é um resultado, entre outras coisas, da perda da capacidade de dizer, de expressar o que sente. O vazio linguístico, no qual nada parece expressar coisa alguma, desenvolve apegos mágicos ou supersticiosos ao poder das palavras em si mesmas, resultando no que conhecemos como politicamente correto. Assim, virtudes ou vícios das pessoas são associados ao uso de determinadas palavras, como preconceito, diversidade, igualdade, democracia ou liberdade, entre tantas outras que podem surgir a qualquer momento, bastando que seja arbitrariamente associada com algo que evoque bons ou maus sentimentos.

É claro que estes sentimentos, que passaram a ser relacionados a palavras e expressões, são identificados por meras reações externas, constituindo muito mais um fingimento social ou afetação projetiva de um tipo de personalidade socialmente desejável. Estas personalidades desejáveis são fartamente oferecidas no mercado do consumo simbólico, aquele do qual o indivíduo vai dispor para formar sua auto-imagem.  E dentre estas personas escolhidas, há a oferta tentadora oferecida pelas agendas políticas chamada cidadania. O cidadão é, no fundo, o homem estatal, o amálgama coletivo que se faz um com o Leviatã, paródia do Reino de Deus, cujo antecedente pode estar nas consequências sociais da doutrinas da predestinação, para a qual o único compromisso do predestinado — já que sua salvação é garantida — é dar o exemplo, parecer santo e com isso incentivar a santidade no meio social de modo a aproximar o mundo ao Reino.

Sem expressividade própria, o que só poderia existir a partir do contato ininterrupto com gerações anteriores (o que denominamos tradição), qualquer sociedade se torna refém das categorias e classificações genéricas sobre ela mesma. Genéricas como cidadão. Afinal, a classificação dos homens só pode ser justificada pela necessidade administrativa, prerrogativa do estado.

Eis a ponte psicossocial entre a perda da identidade e a dissolução totalitária da cidadania. A sociedade que exige direitos e ao mesmo tempo uma administração sustentável, econômica, eficiente, clamará naturalmente à necessidade da própria eliminação por meio de controles populacionais cujos critérios variarão conforme, não o modismo cultural, mas as necessidades econômicas do governo.

Aborto eugênico, eutanásia, suicídio assistido, e toda sorte de instituições serão devidamente justificadas em nome de um bem maior, o da coletividade. E é claro que estas deformidades serão advogadas não como um mal necessário, mas como um bem em si mesmo, por meio da sua classificação sumária de direitos adquiridos.

A vítima do aborto não é a mulher

Aborto-750x400No intuito de defender a vida e atacar as crenças assassinas dos abortistas, muitos argumentadores em debates públicos, especialmente na mídia, utilizam-se dos argumentos de defesa das  mulheres que abortam, enfatizando os traumas psicológicos e males que advém do horroroso ato de assassinar o próprio filho no ventre. Mas esta linha de argumentos possui uma armadilha perigosíssima que representa, na verdade, a defesa velada da legalização do aborto.

O primeiro absurdo disso é o fato de se estar, na verdade, distorcendo moralmente o aborto. A vítima do aborto é o feto indefeso que está no ventre da mãe e não a mãe, que segundo os abortistas, é vítima do “fardo” de ter que carregar alguém que ela não deseja. Como se o desejo subjetivo de uma pessoa (capaz e independente) devesse prevalecer sobre a vida ou a morte de alguém que depende inteiramente dela.

Em segundo lugar, diante de um ato tão covarde, o trauma psicológico ou a depressão decorrentes do sentimento de culpa são na verdade consequências inescapáveis. Ninguém pode pretender eliminar a culpa do culpado. Mesmo que seja perdoada por quem quer que seja, nada irá mudar o que ela fez e as consequências disso.

Em terceiro lugar, todos os militantes pró-aborto dizem lutar contra a mortalidade das mulheres que morrem tentando abortar em clínicas em condições deploráveis, o que se credita ao fato de serem ilegais. Ora, você acha mesmo que os militantes não associam todos os traumas e danos físicos e emocionais das mulheres às péssimas condições das clínicas? E a culpa disso seria obviamente a ilegalidade destes ambientes, o que, na opinião deles, se resolveria mediante a simples legalização do aborto.

Portanto, o único trauma, o único mal, o único dano realmente injusto de um aborto é contra o feto e a ninguém mais. Esta é a vítima do aborto. Podemos ser caridosos e compreensivos com mães que cometem este crime por confusões mentais, pressões de todos os tipos, fragilidades emocionais, etc, mas jamais teremos o direito de dizer que ela é a vítima do aborto. Enfim, essas mulheres certamente precisam de ajuda, mas nenhuma ajuda virá da mentira, da inversão de valores e da falsificação moral de uma realidade tão brutal e desumana que é o aborto em qualquer circunstância.

O motivo da recorrência deste argumento em debates tem um nome: politicamente correto. O discurso atual dos direitos humanos fez com que parecesse perfeitamente normal atenuar as culpas justificando-as por meio de situações sociais ou psicológicas. Isso começou quando as pessoas começaram a renunciar suas consciências e substituir o medo da culpa ou do inferno, pelo medo da lei e do estado. Só o estado, constituído por pessoas, permite justificativas sociais. A consciência não. Os traumas psicológicos, feridas na alma, advém, em grande medida, da obstinada negação da verdade em nome de justificativas auto vitimizadoras.

Doutor Drauzio quer aborto para os pobres

“O aborto já é livre no Brasil. Proibir é punir quem não tem dinheiro”

(Drauzio Varella, em entrevista à BBC Brasil)

Seguindo a cartilha internacional para o Brasil, o Dr. Drauzio Varella tenta fazer do assassinato um direito, conferindo à defesa do aborto um caráter de defesa dos pobres contra a exploração dos ricos que negam aos menos favorecidos os direitos inalienáveis de abater a própria prole.

O dr. Drauzio, ao contrário do que tenta parecer, é na verdade um defensor dos milionários pela eliminação dos pobres. E é justamente por isso que tenta parecer exatamente o contrário. Sua cartilha internacional pelo controle populacional passa pela crença de que a pobreza deve ser combatida impedindo os pobres de nascer.

A história do aborto está intimamente ligada à eliminação dos pobres por grandes fundações internacionais. Em 1919, Margareth Sanger, a antropóloga de cabelos curtos mais amada pelas feministas, dizia em seu livro The Pivot of Civilization:

“Os habitantes dos bairros pobres que, devido a sua natureza animal, reproduzem-se como coelhos e logo poderiam ultrapassar os limites de seus bairros ou de seus territórios, e contaminar então os melhores elementos da sociedade com doenças e genes inferiores…” Margareth Sanger, 1919.

Dentre os principais argumentos em favor do aborto, hoje, estão a defesa deste “direito” aos pobres e a alegação de que se trata de uma “questão de saúde pública”, outra verdade dita sem querer: o higienismo eugênico também nunca saiu das crenças dos abortistas, para quem a limpeza da sociedade  passa pela eliminação dos genes podres dos pobres como forma de garantir a saúde pública. Acreditem ou não, estes são os verdadeiros fundamentos das suas ideias, palavras que só tiveram sua linguagem modificada devido a imagem ruim que naturalmente ganharam depois do fim da Segunda Guerra mundial, sendo substituídas pela linguagem do politicamente correto.

O Doutor Drauzio nada mais é do que um Dr. Mabuse, um Dr. Joseph Menghele tupiniquim cuja imagem só é referência numa grande mídia que, diante de 50 mil homicídios por ano, prefere dar destaque a escândalos de corrupção. Drauzio só pode ser respeitado em um país servilmente comandado de fora por um cartel comunista como o Foro de São Paulo. Um país que mal sabe quem o governa só pode mesmo confundir um monstro abortista com um médico preocupado com a saúde da população.

Ao argumentar que o aborto aos pobres salvaria a vida de centenas de mulheres pobres, ele naturalmente condena à morte sumária e certa milhares de bebês que para ele são completamente descartáveis, já que ele não considera vida o feto que ainda não tenha desenvolvido atividade cerebral.

Ele cita o exemplo de quando há morte cerebral de um adulto e é permitido que seus demais órgãos sejam retirados para salvar outra vida. Sendo assim, estaria livre o caminho para matar o feto que ainda não tem atividade cerebral. Ora, embora retirar os órgãos de alguém com morte cerebral não seja exatamente algo moralmente aceitável (não fica claro que tipo de caso ele se refere, seria a eutanásia?), é evidente a diferença entre os dois: o paciente com morte cerebral não voltará a ter atividade cerebral na maior parte dos casos. Já o feto ainda sem atividade irá NATURALMENTE desenvolver-se. O doutor Drauzio falsifica a ética como o faz com o conceito de vida humana. Chamá-lo de monstro abominável me parece um juízo perfeitamente descritivo sobre sua alma corrompida.

“O importante é dar liberdade aos que pensam diferente”, diz o médico-monstro. Certamente o feto sem atividade cerebral não pode ter opinião sobre a sua própria vida e isso dá ao Dr. Drauzio o direito de eliminá-lo. Na ética drauzioniana, a vontade do mais forte, mais rico e mais capaz deve prevalecer sobre o mais fraco, pobre ou incapaz, algo completamente avesso à ideia de direito ou proteção. Mesmo assim, ele fala como se defendesse os menos favorecidos, com a maior cara de pau.

De certo, há atividade cerebral na cabeça do doutor. Talvez nada além disso.

 

Microcefalia: as fases de uma cobertura midiática

Em meu trabalho de mestrado, pesquisei as fases da cobertura midiática do Aquecimento Global, utilizando para classificá-las, as funções do jornalismo ambiental propostas na literatura a respeito. Percebi que aquilo que é chamado de função, acumula também a característica de fase ou estágio da abordagem de um assunto pela mídia no tempo. Percebi isso na própria pesquisa, pela distribuição das pretensas funções ao longo do período pesquisado.

Vejamos cada uma delas e depois tentemos adaptá-los ao assunto em questão, a microcefalia e o mosquito da dengue, que tem tido amplos espaços na grande mídia. Veja como elas se encaixam tanto no tratamento do tema ambiental quanto na questão da microcefalia.

Primeira fase: (Função Informativa) o tema precisa ser abordado factualmente, o que pode ser um fato da realidade ou a publicação de um diagnóstico científico. Pode também ser os dois, um seguido do outro, de modo a construir na mente do espectador um fato inconteste cujas informações são de competência de técnicos cuja certeza é inacessível ao cidadão comum. Esta fase caracteriza-se especialmente pela formulação de um problema, que pode ser local ou global. Nesta fase, a abordagem jornalística se caracteriza por uma certa preocupação com valores ou condições normais das coisas.

Segunda fase: (Função política) dado o problema e suas possíveis causas, cujas soluções parecem escapar da possibilidade de ação do cidadão comum, começa uma série de especulações a cerca das soluções de grande escala, isto é, pressões políticas e econômicas para uma ação governamental ou de cooperação internacional. A abordagem jornalística aí é bastante política e reivindicatória.

Terceira fase: (Função pedagógica) finalmente, após uma impressão geral da insuficiência das soluções governamentais, surgem propostas de mudança cultural. Neste aspecto, a abordagem jornalística se torna pedagógica. Entram debates de cunho moral e questionamentos à moral vigente, discussões mais aprofundadas. Saem de cena os técnicos ou políticos e entram os cientistas sociais e sua crítica da sociedade. Aqui normalmente revela-se o objetivo inicial de uma ação de transformação da opinião pública.

O caso da microcefalia

Já podemos perceber que a questão da microcefalia entrou na fase pedagógica ou cultural, já que iniciam-se discussões para a ampliação do “direto ao aborto”.

Esta estrutura noticiosa é, na verdade, a estrutura normal da persuasão. É necessário primeiro falar de algo, ter uma ideia do problema, para então pressionar à sua solução e, por fim, questionar padrões da sociedade modificando, assim, aquilo que se tinha em mente desde o início.

Muitos procuram explicações conspiratórias prontas que resolvam o problema rapidamente, mas a verdade é que não há maior conspiração do que a visão moderna do controle de tudo e da transformação da sociedade. É por meio disso que se causa todo tipo de destruição que depois se vai utilizar em benefício da própria causa. No caso ambiental, o ambientalismo ambiciona chegar a um equilíbrio ecológico utilizando-se da ação humana sobre a natureza, enquanto critica esta postura das gerações anteriores. Essa mentalidade é que produz maior destruição. Na saúde, a medicalização da vida fez da Iatrogenia (enfermidades causadas pela medicina) a terceira maior causa de mortes no mundo. Isso sim é conspiração, das quais qualquer Rockefeller ou Bill Gates se serve facilmente como num banquete.

Zika Vírus: guerra biológica ou guerra informativa?

Em 2013, apresentei uma dissertação de mestrado em jornalismo na UFSC sobre o tratamento jornalístico do tema do aquecimento global, no qual apontei que grande parte da cobertura midiática havia tomado hipóteses científicas como conclusões e favorecido a crescente pressão internacional por mudanças econômicas e políticas globais. O favorecimento de agendas internacionais é uma das funções essenciais dos meios de comunicação da atualidade e isso é facilmente comprovável por meio de uma simples análise das agendas favorecidas em uma dada cobertura midiática.

Quem quer que dedique 5 minutos diante da programação da Globo News e da Band News, canais especializados em notícias 24h, isto é, que deveriam apresentar uma diversidade de informações, percebe que o tempo dedicado à questão do zika vírus não deve ser inferior à 80% da programação. Duas soluções já apareceram como possibilidades nestes noticiários: a primeira foi ‘evitar de engravidar’ e a segunda, já nas últimas semanas, o aborto de microcéfalos. Ambas atendem à agenda do controle de nascimentos, estratégia para o controle populacional.

Convém, no entanto, nos certificarmos de que estamos prontos para analisar as informações com certo equilíbrio para não favorecermos hipóteses em detrimento de outras e, com isso, selecionemos informações sem percebermos.

Nessas situações, a melhor postura é aquela que deixa o caminho livre para que as informações adquiridas alcancem o máximo do seu uso ao invés de agarrar logo uma hipótese que coincida com uma postura pessoal mais pessimista ou otimista ou que coincida com nossas crenças apocalípticas. Portanto, neste momento é necessário ir além da análise das informações e dar certa atenção aos critérios para a busca da verdade.

No texto da postagem anterior, mencionei algumas das hipóteses que explicariam a fraude da cobertura sobre microcefalia e zika vírus, entre aquelas que tenho pesquisado. Ao menos duas daquelas hipóteses já tem sido publicadas em blogs especializados em teorias da conspiração (método que acreditam eficientes para combater o globalismo). Estes blogs apresentaram as hipóteses como explicações conclusivas, mais ou menos como fizeram os jornais sobre o aquecimento global. Uma aponta o caso da Oxitec, de Bill Gates, e dos mosquitos geneticamente modificados e outra ao fato do zika vírus ter com depositor internacional, a Fundação Rockefeller, grupos sabidamente interessados no controle populacional. Ambas as hipóteses, porém, tem em comum o fato de sugerirem uma guerra biológica. Isso nos permite agrupá-las desse modo e, com isso, explorarmos outra possibilidade, mais realista e econômica: a guerra informativa.

No caso do aquecimento global, foi muito mais fácil criar uma fraude midiática e científica do que aquecer o planeta. E é assim que os globalistas atuam, comprando consciências, adulterando informações e omitindo para jogar com as emoções das massas.

Não há guerra mais eficiente do que a mentira quando se tem ao seu dispor todos os canais de mídia globais, que sabidamente pertencem aos mesmos grupos e respondem com assustador servilismo a toda ordem vinda de cima. Basta compreender o que é o Project Syndicate para entendermos o tamanho do poder global sobre a mídia, esta sim uma verdadeira conspiração da qual poucos falam.

Portanto, antes de expormos versões conclusivas do que possa estar ocorrendo sobre o zika vírus, creio que temos de ter em mente esta intrincada estrutura política que comanda além de toda a mídia que importa, uma grande parcela da comunidade científica tendo-a subjulgada aos seus caprichos utópicos de transformação das consciências pela via da uniformização das crenças e valores.

A hipótese (ou grupo de hipóteses) da guerra midiática ou informativa, porém, não deixa de fora a possibilidade da guerra biológica real, mesmo porque só é possível fazer-se uma guerra biológica utilizando uma boa dose de mentiras. Mas como hipótese mais conservadora, proponho que até o momento a guerra apenas informativa é mais provável devido às numerosas suspeitas e contradições dos números apresentados, sobre os quais falaremos noutra oportunidade.

O problema essencial da hipótese de guerra biológica é que ela mantém e até potencializa o efeito pretendido pelas agendas anti natalistas: o pânico das mulheres em engravidar e o fomento ao aborto. Tudo indica que a microcefalia foi o mote escolhido para finalmente justificar um horror à reprodução humana.

ONG eugenista aciona STF pelo direito de matar deficientes

Entre os apoiadores da ONG Anis Bioética está o Ministério da Saúde, responsável oficial pela divulgação e investigação das informações sobre a suposta epidemia de microcefalia

A histeria gerada pela mídia por causa da microcefalia supostamente associada ao zika vírus e ao mosquito da dengue, tem oportunizado que ativistas levantem novamente a bandeira do aborto legal. Para eles, a vitória sobre os anencéfalos em 2011 não representou um avanço do direito das mulheres, já que o feto anencéfalo morre inevitavelmente. A verdadeira conquista, segundo eles, se dará agora, quando a mulher terá finalmente o direito de matar um bebê que não corre riscos de vida, mas simplesmente porque ela assim deseja.

Quem diz isso é a antropóloga Débora Diniz, representante da ONG feminista Anis Bioética, que entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal para ampliar o direito das mulheres.

(…) na anencefalia os bebês não nascem vivos e assim escapávamos de um debate moral. Hoje, sabemos que a microcefalia típica é um mal incurável, irreversível, mas o bebê sobrevive (na maioria dos casos)”, afirma. “Portanto trata-se do aborto propriamente dito e isso enfrenta resistência.” Diniz diz que a interrupção de gestações é só um dos pontos de uma ação maior, focada na “garantia de direitos das mulheres, principalmente na saúde”. (leia a matéria na íntegra)

Trata-se de uma seleção artificial da espécie, mediante a eliminação daqueles que são considerados não aptos. Antes do advento do Cristianismo, este tipo de raciocínio era perfeitamente normal, tanto é que em muitas sociedades primitivas indígenas ainda se pratica tradicionalmente o infanticídio. Com o Cristianismo, nasce a ideia de que os mais fortes têm o dever de proteger os mais fracos.

Esta noção deu origem à ideia de direito. Afinal, exigir um direito só tem sentido quando há uma situação de desvantagem ou fragilidade física ou social. Portanto, a ideia de direito ao aborto é simplesmente, além de contraditória, monstruosamente diabólica.

A eugenia está na origem da militância pelo aborto. A antropóloga Margareth Sanger (colega de profissão da dra. Débora Diniz) já dizia em The Pivot Of Civilization, que “o objetivo do controle de natalidade é mais nascimentos entre as pessoas aptas e menos entre as não aptas”.  Não é a toa que os militantes argumentam o aborto ser uma questão de saúde pública. De fato, eles dizem a verdade sem querer, pois como os clássicos abortistas, os seus contemporâneos também querem uma seleção artificial dos seres humanos, conforme o seu próprio critério de quem deve morrer.

Com o objetivo de controle populacional, muitas fundações internacionais estão interessadas em aprovar o aborto no mundo inteiro. O Brasil, ao que tudo indica, tem sido uma pedra no sapato destas fundações, que dispendem todos os recursos que podem para mudar este quadro. A ONG Anis Bioética possui, em sua lista de apoiadores e parceiros, muitos nomes de fundações, como a Ford e a McArthur, assim como o Ministério da Justiça, que com isso coloca-se claramente favorável ao aborto, e o Ministério da Saúde, atual responsável oficial pela divulgação das informações sobre a suposta epidemia de zika vírus e microcefalia para a mídia.

Como podemos observar, há todo um circo muito bem armado.

 

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