Genealogia das nações e a Autodeterminação

Por Cristian Derosa

Quando alguém lhe pergunta de onde você é, obviamente a resposta é o lugar onde nasceu. Se a pergunta é o que você é, imediatamente existe uma palavra que o defina em relação ao lugar onde nasceu e viveu, o chamado gentílico. Mas se a questão for a que povo ou nação você pertence, a resposta deveria ser bem mais complexa. Nos tempos atuais, os conceitos de determinação de um povo e de identificação por ele desejada, tem sido ignorados pela única forma de organização que se acredita ser possível que é a velha concepção dos Estados-nações, surgida ainda no período clássico, com os gregos, aperfeiçoado pelos romanos e finalmente posto em prática pela modernidade. Não é preciso dizer que essa implantação veio a calhar, visto os interesses comerciais do capitalismo emergente.

Mas os conceitos de Estado e de Nação são distintos. Raríssimos são os casos em que coincidem no espaço ou no tempo. Pode-se viver em um Estado e mesmo assim, pertencer a uma nação à parte, ou ainda, ser membro de um estado que não se defina como nação ou que englobe vários povos e nações. Nação é o conjunto de indivíduos que têm em comum os mesmos costumes ou uma religião, pertençam a um povo único, com características típicas ou semelhantes. O Estado é simplesmente a organização política sob a qual vive esse povo e cuja legislação não tem por objetivo respeitar a distinção entre as nações existentes dentro deste espaço político.

Um exemplo de Estado, ainda que não atendesse a esta denominação à época, foi o Império Romano. Mantido com o braço forte do imperador, Roma servia-se de várias províncias conquistadas pela força e organizadas conforme as leis e os regimentos do Império. Elas tinham as suas próprias culturas, idiomas e religiões, e eram diferentes entre si, apesar de todas pertencerem a grande e unificada Roma. Este império arrecadava os impostos das províncias e enriquecia às custas disso.

Quando o império começou a perder o poder que mantinha nestas províncias, devido às invasões e incompetências administrativas, estas províncias começaram a se manifestar com o intuito de se tornarem independentes e controlarem os seus próprios destinos e recursos. Várias delas surgiram ao mesmo tempo, mas vamos nos ater a uma delas que ficava ao sul da Europa. Os membros da província falavam um latim diferente, adaptado do seu idioma original, assim como as várias províncias em derredor. Possuíam uma cultura diversa do restante do Império e fizeram-se independentes fundando reinos que formavam uma verdadeira nação. Surgia a Espanha.

Este reino, inicialmente dividido entre Aragão e Castela, possuía uma província no leste chamada Condado Portucalês, que mais tarde, motivado pelas diferenças regionais e o comum desejo de operar as suas próprias rendas, fundou um reino chamado Portugal.

É claro que entre as motivações havia o desejo de grandes donos de terras ou aristocratas, em tornarem-se monarcas ou reis daquelas terras, tendo assim mais poder para enriquecer. Mas não se pode esquecer que para isso, era necessário que o povo tivesse em sua cultura elementos essenciais de identificação, além de um descontentamento em relação a província mãe, devido principalmente ao não atendimento das necessidades indispensáveis e a distancia do poder. Mesmo que capitaneados por interesses particulares, estas revoluções geradoras de povos, eram em si, o desejo e a defesa de maior autonomia e descentralização do poder.

Logo, este pequeno reino novo se tornou notável em navegação, fazendo comércio com terras distantes do oriente e do norte. Não tardou, portanto, para que descobrissem o monumental continente ocidental que se escondia no oceano atlântico: as Américas. Lá chegando, os portugueses transformaram aquela terra em parte de Portugal e submissa às ordens da Europa. Não é preciso narrar a longa e custosa luta dos novos portugueses para o domínio de toda aquela terra que era disputada juntamente com os espanhóis. Holandeses, franceses e ingleses também ficaram de olho naquelas terras novas, mas os portugueses conseguiram estabelecer domínio em todo aquele território. Tiveram de ser expulsos os holandeses do nordeste, os espanhóis do sul e os franceses do litoral.

Mas de tanto terem contato com invasores e de ter suas terras, por muitas vezes, comandadas por outros reinos, a cultura dos brasileiros, como se chamaram os novos portugueses, passou a ser influenciada pelos costumes dos invasores e surgiram incontáveis movimentos para uma independência da recente nação americana. Motivados novamente pela ineficácia do poder, muito devido á distancia assim como nos tempos de Roma, o Brasil se tornou um Império independente.

Mesmo considerado um Estado, o Brasil possui várias nações integradas. Todas elas obedecem a um poder central que arrecada impostos de todas as províncias e os distribui igualmente. O processo de organização social se mostrou semelhante ao processo biológico da reprodução celular e tornou-se um processo previsível aos olhos de quem observa com atenção. O que pode parecer uma mutação pode representar uma pequena parte do processo natural e dessa forma, leva adiante o crescimento da esfera política como uma corrente de ramificações que vai do microcosmo ao macrocosmo.

Esperemos o dia em que as nações detenham o poder para a criação de seus próprios estados, pois este será tempo em que o mundo será de fato um só.

Quem é a favor do desarmamento?

Quem é a favor do Desarmamento, deve, por consequência lógica, acreditar plenamente no poder público e em toda a sua agilidade e competencia. Quem já foi assaltado alguma vez, sabe o quanto é horrivel ver alguém tirar de você, como se tirasse o doce de uma criança, o que com tanto custo e trabalho, conquistou. Não é possivel levar em conta as palavras de membros do judiciário, pois esse Poder, tem a deficiência de acreditar tanto no Legislativo brasileiro, quanto em quem aplica as leis, sempre sustentando que a lei é perfeita e foi criada para ser cumprida, como sempre é. Um poder divino e conciliador que age sobre inspirações infalíeis. Eles vivem num outro mundo. Não são de carne e osso.
Sabemos o quanto é perigoso andarmos na rua. Tanto pelos bandidos quanto pela polícia. Proibir a defesa dos cidadãos é acreditar num futuro pacífico que ainda está longe. Pode ser que o desarmamento crie esta sociedade futurista da paz, mas antes disso vai matar muita gente. E se concordam que é preciso abrir mão de algumas vidas para conseguir um Estado de paz, então abro mão das vidas que estão no presídio primeiro.

O que falta às pessoas entender, é que devemos criar uma cultura do Não no Brasil. Defender o que conseguimos com esforço e trabalho da mão de bandidos armados deve acompanhar até mesmo a aceitação da possível morte. Coragem é a palavra certa. Não devemos levar em consideração as palavras de advogados, promotores e juizes, pois estes, estudam justamente para uma concepção de perfeição e divindade da lei. E sabemos, a lei criada pelo homem legislativo não chega perto da justiça que o homem físico é obrigado a suportar na rua. Magistrados tendem a acreditar na perfeição, algo muito distante de nossa sociedade.

A Rede Globo, RBS e veículos dominantes em geral, também acreditam que o mundo é uma bela cidade democrática aos moldes dalgum romance que leram na infancia. São adeptos do degradante ingenuo otimismo da filosofia de Pangloss. Um mundo maravilhoso onde todos podem despir-se de armas, caras-feias e desrespeitos, pois todos são irmãos e filhos de Deus e devem amar-se uns aos outros… Tenham a santa e imaculada paciencia de vosso criador se assim quiserem, mas o homem vai levar pelo menos mil anos para ser algo do tipo pacífico.

Sejamos criadores ao invez de simples criaturas.
Será que o Sul tem menos criminalidade do que São Paulo, porque tem mais cidadãos armados? Ou será que o Grande Eixo Rio-SP, por meio da Globo, tem mais soluções a nos propor para a segurança de nossas famílias ou a determinação de nossa cultura?

Tiro pela culatra

Hoje estão dizendo que as armas fazem o homem matar. Que elas são responsáveis pela vida e pela morte do homem. Parece que as armas se tornaram tão poderosas a ponto de deixar nossa espécie totalmente dependente dela para viver. Mas que tipo de homem ou mulher precisa hoje de uma arma para matar? Hoje se mata de todos os jeitos. Se mata com carro, bicicleta, de fome, de frio, de calor, de água, de fogo, de terra, morrem a todo momento de tudo que é jeito. Que armas são estas então, que eles querem proibir a venda? Proibam a venda de carros, pois eles também matam. Proibam a venda do cigarro, do álcool, da coca-cola, da margarina, e proibam o homem de comer tudo o que faça mal. Querem fazer leis para se eximir das remediações, como se adiantasse prevenir. Como se o homem já não tivesse mostrado, ao longo da história, que não liga para a vida. Quando quer morrer, morre, quando quer matar, mata. É por isso que digo: esse desarmamento não é só contra o cidadão de bem. Esse absurdo vai contra o homem e sua natural liberdade de defesa. Uma liberdade que dura desde que o homem andava descalço. É uma mudança tão grande que não deve ser feita num plebiscito de forma simples e disfarçadamente ingenua. Tantos são os interesses… até contra.
Para este plebiscito, pela primeira vez, vai se poder fazer propaganda de armas em rede nacional, horario gratuito e tudo. As lojas de armas vão sair fortalecidas com a simples consulta popular de um absurdo que todos sabem que não vai vingar.
Fazer o que? É como a tal cota para negros e pardos… É assim que nossos governos mantém-se no poder. Criando medidas estúpudas para compensar idiotíces, achando que vão sair de bonzinhos ou revolucionarios enquanto deixam os verdadeiros problemas crescerem à flor de sua incopetência.

Os Derosa pelo mundo


O sobrenome Derosa está em todo o mundo. Alguns são italianos, outros americanos, mexicanos, canadenses ou franceses, açorianos e brasileiros. Temos fotógrafos, artistas plásticos, músicos e até um engenheiro espacial. Parecem haver mais Derosa nos EUA do que na Itália, mas a grande maioria é de netos e bisnetos de italianos.

Pesquisando pelo sobrenome Derosa na Internet, foi possível perceber que não se trata de um sobrenome comum. Na verdade, possui pelo menos três variações em sua disposição escrita: DeRosa, Derosa e De Rosa. O primeiro, possivelmente uma variação do segundo, é com certeza italiano. O último, De Rosa – em separado – é claramente espanhol ou português é pode ser uma adaptação do original italiano. Algumas pesquisas chegaram até uma árvore genealógica de uma família nos EUA e a trajetória dos imigrantes desde o século 19, vindos dos Açores (de Rosa).

Mesmo assim, é possível encontrar muitos De Rosa italianos ou descendentes como é o caso de uma das mais conhecidas marcas de bicicletas italianas. Ou a antiga família de descendência italiana que migraram para New Rochelle, em Nova York (foto). Na descrição do site, foram traduzidos alguns nomes. Joseph, por exemplo é grafado no original Giuseppe e Columbus, como Colombo. A árvore genealógica dessa família consta também a família Di Napoli, entre outras.

O sobrenome italiano Derosa ou DeRosa, porém, pode ser encontrado em 92 comunidades na Itália, segundo o site italiano Gens>(http://gens.labo.net/it/cognomi/genera.html).
Em uma pesquisa rápida, você digita o sobrenome na barra que diz cognome e ele mostra todas as ocorrências no mapa da Itália. Derosa aparece tanto no norte, região da Lombardia, como no sul, na Puglia. O site também tem a opção de se pesquisar nos EUA, onde encontramos um número imensamente maior de Derosa.

É intrigante o número de Derosas nos EUA. Segundo os dados apresentados pelo mesmo site Gens, somente dois estados americanos não possuem ocorrências do sobrenome. E em pelo menos sete estados diferentes, o nome aparece mil vezes, ou seja, mil pessoas ou mais. Entre os mais famosos dos EUA, estão os músicos. Na biografia de William Derosa, publicada na Internet, o cellista de origem italiana teria “nascido em família de músicos”. Um outro William Derosa, entretanto (ou seria o mesmo), é fotografo.

Entre cantoras líricas, harpistas e celistas, o que parece ser o mais gabaritado no assunto é o professor e músico americano Clem Derosa, de 80 anos. Com uma longa carreira na música, tocou com grandes nomes do jazz americano, como John LaPorta, Kenyon Hopkins, entre muitos outros. É também autor de livros didáticos sobre música e foi maestro de orquestras de jazz durante 50 anos.

Luca Derosa mora em Torino onde é engenheiro do DIASP (Dept. of Aeronautical and Space Engineering) e diz que toda a sua família vem da região da Puglia no sul da Itália. Mas assim como ele, muitos migraram, não só para o restante do país, mas para todo o mundo. Há incidências do sobrenome até em lugares como a Alemanha e o Canadá.

Wendy é a terceira geração da família em Oakland, Canadá. Seus antecessores vieram de Vincenzo, na Itália. Wendy DeRosa é cantora e compositora pop de renome em sua região. Seu estilo faz lembrar nomes mais conhecidos do seu país como Alanis Morrisete e está em seu segundo álbum.

Mesmo tendo encontrado e dado mais importancia aos músicos com o sobrenome, acreditamos que se trata de uma família numerosa que se espalhou por diversos cantos do mundo oriundos principalmente da Calábria, sul da Itália. Uma possível origem judaica não passaria de uma hipótese, neste caso, pois a derivação comum a tantos nomes “Yddish” (idioma artificial judeu), tornou-se também comum em muitos outros povos. Essa parte de nossa origem permanecerá ainda obscura até que nos seja possível catalogar características comuns em origens de nomes.

Consta como válida ainda, o que os membros mais antigos em Porto Alegre (RS) dizem a respeito do patriarca no sul do Brasil. Seria ele um tal Antônio Derosa, vindo da itália a bordo de um navio que aportou em Rio Grande por volta do início do século XX.

Pesquisas futuras talves nos venham a revelar ainda sobre a origem de uma luneta do século XVI, constuida em Londres, que se encontra em nosso poder.
(continua)

Kriegerstein – A falsa história que contam por aí

Dizem as más línguas, que o Kriegerstein iniciou sua jornada de uma forma humilde e simples na capital catarinense em 1999. Naquela época, estudantes da faculdade de Geografia criaram o nome Kriegerstein, na tentativa de ridicularizar as bandas extremas que se proliferavam naquela região. Segundo eles, estas bandas possuíam em sua filosofia, uma autentica fixação pela superioridade dos metaleiros extremos, tão acostumados às agruras e desilusões da vida. Motivados pela série de filmes Death Wish (desejo de matar), estrelada pelo conhecido astro Charles Bronson, estes garotos acreditavam que o metal deveria ser exatamente como naqueles filmes. “Matam os cuzões, fodem as garotas e vivem a vida”.

Eles freqüentavam um exótico bar do estreito, bairro continental da cidade de Florianópolis, chamado Heaven´s Rock Bar. Eram comuns as conversas sobre música nas rodas de metaleiros e quando perguntados se tinham alguma banda eles rapidamente respondiam: “sim. E chama-se Kriegerstein.” Tais respostas, sempre seguidas de gargalhadas, começaram a motivar estes garotos. Foi então que iniciaram-se as primeiras gravações.

Marcius da Silveira é conhecido na cidade como Carrascu. E foi em seu quarto, segundo essas más línguas, que teriam sido feitas as primeiras gravações do Kriegerstein. Elas teriam sido feitas com os instrumentos improvisados pois nenhum deles sabia tocar. Uma guitarra “yamama” seria o instrumento mais legítimo que possuíam. Os outros não passavam de caixas de papelão (bumbo, caixa e tons) e um carrinho de supermercado (pratos).

Eles teriam gravado cerca de três músicas e divulgado na internet. Com a facilidade de se distribuir merda pela rede, rapidamente alcançaram relativa fama no underground e muitos usuários já solicitavam as suas canções.

Entra no ar, nesta época, o primeiro site da banda, contando já com três álbuns e uma história pra lá de consagrada. Entre uma mentira e outra, o grupo teria começado a fazer fans pela cidade e sem perder tempo, mais gravações foram feitas e novos membros foram incorporados.

Passados alguns meses, a banda teria sofrido alterações em sua formação quando pára por algum tempo – pára com a música, pois os membros sempre se dedicariam a criar novas caras para a banda e arrecadar risadas por toda a internet.

Em 2002, surge um novo site. Construído por um dos membros originais (ex-estudante de geografia), o site alcança grande visibilidade e notoriedade devido aos numerosos álbuns comentados no site. Para o espanto de todos, eram mais de trinta álbuns, todos com comentários que não se cansavam de repetir que o Kriegerstein era realmente a maior e melhor banda de todos os tempos. Neste site também foram disponibilizadas entrevistas polêmicas com os integrantes, cujas identidades eram sempre protegidas por um pseudônimo seguidos do sufixo “stein” para que fosse identificada a sua real natureza.

Depois de algum tempo, o site saiu do ar. E o Kriegerstein já contava com um número de membros praticamente incontável. Todos os que um dia fizeram parte da banda seriam sempre parte dela. Na verdade, o Kriegerstein já não era mais uma banda, era uma instituição.

Outro site entra no ar, contando novamente com incontáveis álbuns comentados e com motivos cada vez mais engraçados. Possuíam ambiciosos planos, mas se revoltaram com a criação do Massacration, da MVT.
Depois disso, o Kriegerstein perdeu um pouco a razão de ser. E agora decide voltar com a corda toda.

Acreditando que os caras do massacration não são de nada, o Kriegerstein ressurge (ao menos na Internet) para reclamar o que é seu. Ou ao menos para dar mais umas boas risadas.

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