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Ciência e ideologia II: A meta aberta da ‘teoria de gênero’

Trans-symbols_810_500_s_c1Chamar a Ideologia de Gênero de teoria faz parte de uma daquelas estratégias discursivas que colocam uma militância política no patamar científico, aproveitando-se do fetichismo que a ciência goza desde o início da modernidade e que hoje vemos potencializado pela constante exposição midiática dos avanços tecnológicos.

Lembremos dos elementos ideológicos expostos na postagem anterior — situação, problema e solução — para compreendermos a estrutura dessa ideologia.

Para os defensores da Ideologia de gênero, todos são obrigados a aceitar a crença inicial da situação social proposta: a de que os homossexuais e outras formas de sexualidade não convencionais estão sendo massacrados em uma onda de violência motivada por valores vigentes que produzem discriminação e preconceito. Estas duas últimas palavras, que são parte do problema, não são conceituadas nem explicadas, deixando-as livres para o entendimento popular. Essa brecha de liberdade interpretativa é como uma jogada caótica, em que se aposta na multiplicidade de entendimentos para justificar juízos e reivindicações totalmente arbitrárias. Assim alega-se falsamente estar em defesa de liberdades individuais.

maxresdefaultJudith Butler (foto), principal divulgadora da ideologia de gênero, conceitua gênero como o seu comportamento. Isso mesmo. Ela utiliza Nietzschie, que dizia não haver o “ser” mas apenas o “fazer”. Imaginem se alguém vai se definir pelo que fez ou faz, independente de ter feito certo ou errado. Esta ideia parte de um princípio relativista liberal no qual a consciência individual, certa ou errada, é legítima e fatalmente todos os crimes podem ser incentivados. isso mostra como deixar um conceito inexplicado se tornar senso comum pode tornar a interpretação algo incontrolável.

Mas não é só este conceito que goza dessa indefinição proposital.

Fim dos direitos

O alegado objetivo político dessa ideologia, isto é, sua meta, seria o “avanço dos direitos”. Como sempre, não define o que é direito, que na verdade significa um dever do estado. O dever do estado, neste caso, seria assegurar a liberdade de auto-definição sexual, pessoal, íntima, de cada indivíduo de acordo com o que ele sente que é. Se o que ele é depende do que ele faz ou deseja fazer, significa que ele é prisioneiro dos seus erros ou acertos e, portanto, não há liberdade de consciência já que a consciência não é mais livre para ir contra o seu comportamento. Por isso, o efeito prático dessa ideologia é o fim da liberdade individual e, portanto, da possibilidade de igualdade ou garantia de direitos. Isso significa que o seu efeito prático é exatamente oposto ao objetivo alegado.

Globalismo

Engana-se quem acusa a Ideologia de Gênero de querer unicamente destruir a família por meio da moral sexual. Esta é uma simplificação grosseira que pode servir para caracterizar a militância mais burra que geralmente trabalha neste nível. A meta do globalismo por meio dessa ideologia é domesticar nossos conceitos para as construções políticas e sociais maleáveis, colocando o poder das definições mais elementares nas mãos dos globalistas, representados por comunidades científicas eleitas e influentes na mídia.

Com este poder, poderá redefinir não só o conceito de família mas o de ser humano, uma luta cara aos defensores do aborto, mas também a todos aqueles que propõem flexibilizar leis que protegem a vida humana. Mas esta é apenas uma das aplicações possíveis da conquista do poder nas definições de valores. Afinal, sabemos que a proteção ou sacralização da vida humana sempre foi um importante obstáculo para o avanço de todo tipo de controle social, assim como muitos outros valores morais que atrapalham este progresso técnico e científico que miseravelmente busca a satisfação de utopias globais anti-humanas.

Quando todos os valores forem transferidos para as mãos de legisladores, estes terão o poder de dirigir totalmente o curso da civilização humana na direção que bem entendem. Isso só é possível opondo-se à compreensão antiga de que há algo dado na natureza, isto é, que escapa do poder de alteração humana.

A natureza humana, assim, poderá ser redefinida por maioria de votos.

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Onde está a verdade inconveniente?

O relatório emitido pelas Nações Unidas é unânime: todos os cientistas do mundo concordam que a Terra vai aquecer em até 4º C até 2100 e isso é indiscutivelmente conseqüência da atividade humana no Planeta. Por outro lado, é sabido que no meio científico nunca houve consenso a respeito de qualquer assunto que fosse. Sempre há opiniões contrárias, discordâncias metodológicas e técnicas.

Mas nunca uma verdade pareceu tão inconveniente quanto a de que nem todos os cientistas – incluindo membros que participaram das pesquisas da ONU – concordaram com o relatório final que, segundo importantes nomes da Academia Nacional de Ciências dos EUA, nem ao menos passou pelas mãos dos renomados técnicos contratados para fazê-lo. Richard S. Lindzen, do MIT, Massaschusets Institute of Tecnology, foi um dos nomes citados para pôr fim ao debate e comprovar os perigos do aquecimento global. Junto de outros cientistas, estranhou que, nem ele nem os outros, viram o relatório antes de ser publicado. E posteriormente, também o sumário do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) não passou pelas mãos dos cientistas da Academia listados para acompanhar o processo.

Outro especialista que discorda dos resultados alarmantes das Nações Unidas é o professor de ciências ambientais da Universidade da Virgínia, Patrick J. Michels. Ele se refere ao sumário do IPCC de 2001 como cheio de “falsidades e erros notórios”.

O documentário “The Great Global Warming Swindle”, produzido pela televisão inglesa Channel 4, que é o oposto do plaudido documentário “Verdade Inconveniente”, produzido pelo ex-vice presidente americano Al Gore, está causando polêmica, por demonstrar que o aquecimento teria na verdade causas puramente naturais e cíclicas ligadas a um comportamento normal da Terra. É claro que o homem tem o poder de destruir a vida no planeta, mas parece que ainda estaríamos longe. Em meio a tudo isso, fica a questão: que verdade inconveniente é esta que é aplaudida e premiada no mundo inteiro?

NOTA: A lista dos cientístas que são contra as afirmações de que o aquecimento é culpa da ação humana é grande e em breve apresentarei aqui, entrevista com representantes brasileiros.