Arquivo da tag: Comunismo

Foro de São Paulo promete “aprofundar a democracia” no continente

Foro de São Paulo foi criado oficialmente por Lula e Fidel Castro.PERIODISMO SIN FRONTEIRAS | O documento base da próxima reunião do Foro de São Paulo, que ocorrerá na capital da Nigarágua no próximo dia 18 de maio, define os pontos de debate para a “terceira etapa” de atuação nos países da América Latina.

O Foro de São Paulo entende que as lutas sociais têm sido chave na influência da esquerda na América e propõe que governos sigam em sua aliança com estes movimentos e promovê-los como agentes para o “aprofundamento da democracia”.

“Todo movimento de esquerda deve pretender não somente derrubar a ordem social imperante, mas substituí-la por um novo e superior”.

Como fracasso neste empenho em comunizar toda a América Latina, assinalam o Chile, onde a esquerda não pôde perpetuar-se no poder e em Honduras, em 2009. Também destacam “tentativas desestabilizadoras” na Venezuela, Equador, Bolívia e Nicaragua, embora neste último tenham sido neutralizados a tempo.

Neste sentido e diante da “contra-ofensiva da direita”, detalham como próximos objetivos:

1. Manter os espaços conquistados, especialmente os governos;
2. "Seguir lutando para derrotar a direita onde ela governa e
derrotar seu contra-ataque";
3. "Aprofundar as mudanças onde governamos" (sic)
4. "Ampliar a unidade de ação e cooperação entre a esquerda
latinoamericana e caribenha, entendendo que sem a unidade
de esquerda no continente não é possível a criação da Gran
Nación de América Latina y Caribe";
5. "Dar atenção imediata aos países onde se celebram eleições
em 2011: Nicaragua, Argentina e Guatemala"
6. "Tomar as medidas necessárias para que a militância de
esquerda tenha a informação necessária e estude as mudanças
que se produzem no socialismo cubano".
7. "Reforçar a construção da 'otra visión del mundo';
8. "Agir mais ativamente. Apresentar-se como ator social visível e
passar à ação".
9. "Ampliar o desafio aos EUA e Europa utilizando para isto
residentes latinoamericanos";
10. "Articular nossa intervensão nos parlamentos regionais e em
 eleições regionais, acompanhando os governos e estimulando a
articulação dos governos nacionais e sub-nacionais".
Informações de Viviana Padelin, para o Periodismo Sin Fronteiras
Tradução: Cristian Derosa 

O nacional socialismo de Evo

CRISTIAN DEROSA

Muitos autores chamam o sociólogo argentino Norberto Ceresole, mestre inspirador de Hugo Chavez, de nazista e facista. Ente eles estão os autores do famoso e não menos excelente livro Manual do Perfeito Idiota Latino Americano e de sua continuação A volta do Idiota [sobre o qual falarei em artigos posteriores]. Os autores, o colombiano Plínio Apuleyo Mendoza, o peruano Álvaro Vargas Llosa e o cubano Carlos Alberto Montaner, três marxistas arrependidos, tratam dessa forma o pensador argentino talvez por terem lido suas opiniões a respeito da Segunda Guerra, na qual ele afirma que “se Alemanha e Itália tivessem ganho a guerra, os países subdesenvolvidos só teriam a ganhar”, ou ainda as declarações que o indispuseram com a Comunidade Judaica da Venezuela devido à adesão [e não o pioneirismo alegado por ele] ás teorias do revisionismo histórico que pressupõem a tal farsa do Holocausto.

Por outro lado, a versão espanhola da revista Foreign Affairs, de Política Exterior, o considerou como representante da extrema-esquerda peronista dos anos setenta.

Sua teoria de Estado é, assim como as teorias nazistas, fascistas e comunistas, clara e simples. Nas palavras do argentino, Caudillo, ejército y pueblo: eis a trindade suprema defendida por Ceresole como única forma de governo possível.

É interessante notar como a confusão pode ser de tamanha ambiguidade quando se fala em extrema esquerda e extrema direita. No entanto, nem passa pela cabeça de nossos legisladores que a diferença entre eles pode simplesmente inexistir. Separá-los seria recorrer à argumentação desonesta caracterizada por Schopenhauer como a Dialética Erística que consiste, entre outras coisas, em elevar maliciosamente o ínfimo ao essencial.

A ingenuidade dos legisladores, no entanto, alcança somente uns poucos servidores, pois em sua maioria, encontram-se comprometidos ou envolvidos de forma sufocante pelas ideologias mais nocivas à prática democrática. Se atualmente fossem confrontados os princípios do nazismo ao lado da ideologia do PC doB, por exemplo, este último seria criminalizado sob a mesma pena que inferem aos primeiros no vigente código penal brasileiro e da maioria dos países que não estiveram em meio à ditaduras nos últimos dez anos.

Ou seja, em toda a parte do mundo onde existe em uma elite política mera intenção da democracia, partidos como aquele, jamais poderiam existir. Da mesma forma, organizações não-governamentais que defendem classes ou raças ‘discriminadas’ somente existiriam sob estreitas restrições, uma vez que elas não podem pressupor a desigualdade de direitos quando ela de fato não existe nas linhas da constituição. Jamais teriam poder de criação de leis que violem o código legal do país em que se encontram. Menos ainda em outros países como faz a maior e mais cara ONG do mundo, a ONU.

Direitos indigenistas e africanistas, assim como os sexistas devem ser conquistados por meio do estudo da constituição e da realidade e não por meio de emendas ou leis que denigrem o próprio código por meio de contradições. É o caso das leis sobre quilombolas que permite um afro-descendente, mediante a sua simples declaração de descendente (mesmo que tenha olhos azuis) angariar a posse de terras quaisquer. É o que acontece hoje no Brasil. Na Bolívia são os índios que gozam de toda a adoração aparente do seu cacique Evo Morales.

O último senso do país, feito em 2006, indica 60% de indígenas. O que não foi dito é que a pergunta feita para os cidadãos era se a pessoa se considerava descendente de índios. Em caso de resposta positiva era aquela pessoa considerada indígena, o que não se aplica à realidade pois tal situação configura a típica formação latino-americana que é a mestiça. É quase impossível encontrar quem não seja mestiço no continente americano meridional e central. Isso demonstra que há uma séria propensão à mentira e à sabotagem dos dados para justificar o Império Indigenista ou Nacional-Socialismo-etnicista de Evo Morales, respaldado por Hugo Chavez.

Pode-se identificar daí facilmente, uma vertente do hitlerismo alemão, adaptado à região americana e latina, de onde originaram-se supostamente, os povos sagrados ancestrais tidos pelo misticismo nazista, que deu origem ao partido, como o lugar onde ressurgiria a raça prometida e o novo Fuhrer proposto pelo chileno Miguel Serrano. Ou ainda, a terra sagrada onde os Incas montaram um império de prosperidade que casualmente veio a ruir socialmente 100 anos antes do primeiro espanhol partir de Cádiz.

Com certeza, o indigenismo de Morales nada tem a ver com os verdadeiros ancestrais que, a este momento, devem estar mais intrigados com tudo isso do que ficaram quando Pizarro surgiu com seu velame em alto mar.

EUA alerta o Brasil sobre o futuro

Um organismo americano sediado em Washington enviou um dossiê ao Senado brasileiro que alerta para as próximas ações do governo de Lula para se perpetuar no poder. Entre muitas medidas, o documento descreve uma substancial reestruturação econômica e de infra-estrutura social com apoio de programas socializantes ainda mais populistas que o Bolsa Família. Medidas de incentivo ao consumo para a baixa renda pretendem dar grande impacto depois da reforma política que terá o objetivo da manutenção do poder e conseqüente criação do Bloco Sul, junto com países como a Venezuela e Bolívia.

Lido por pessoas de baixa instrução, o documento pode apresentar uma das maiores evoluções econômicas e sociais da história do Brasil. Mas por trás das medidas “inclusoras” estão, como sabemos, o ideal de perpetuação do poder mediante a inviabilização da democracia e do Estado de Direito, patrimônios que o país conquistou ao se juntar aos países civilizados da democracia representativa.  Inviabilização da democracia por “viciar” as gestões sociais a partir do princípio simples do direito adquirido que não pode ser mais retirado e vai contra os direitos individuais e respeito ás próprias minorias que o sistema mesmo se propões ajudar.  Minar o Estado de Direito atraves da implantação gradual de modelos de Democracia Direta, onde a Constituição não tem poder algum, cabendo ao povo, na forma dos plebiscitos, decidir tudo o que lhe aflige.

Se por um lado a mídia tem destacado nos últimos títulos o rearmamento do Brasil frente o de países vizinhos como a Venezuela de Hugo Chavez e o Chile de Bachelet, de outro modo, não menciona a integração militar proposta por Lula e comandada por Nelson Jobim, o ministro da Defesa do Brasil. Mesmo mantendo a insistência que a mídia nacional tem de ocultar a existência do Foro de São Paulo, seria possível desconfiar de uma clara aliança entre o Brasil e os países que se estão rearmando, unicamente pela tendência ideológica que se nutre entre eles há décadas.

O que se aproxima é tão somente a guerra que não ocorreu durante os mais de trinta anos de Guerra Fria, ou seja, o calor que faltou naquele período é agora “calentado” pelo caudilho Hugo Chavez Frías e seu exército vermelho seguindo a onda dos grandes ditadores.

Serão os militares brasileiros capazes de usar a mesma arma de março de 1964? ou será a oposição brasileira que vai unir forças para impedir a perpetuação do poder onipresente do Grande irmão? É certo que nenhuma nem outra solução será possível. Enquanto a primeira se encontra inviável pela forte oposição que enfrentaria de todos os ramos da sociedade, a segunda é tão frágil quanto associações de bairros e, ao invez de defenderem a liberdade do povo, vão barganhar novos cargos na Petrobras ou em outro órgão de maior cotação na Bolsa.

Se organismos norte-americanos estão de olho no que acontece no Brasil, poderiam eles nos livrar da escravidão e do comunismo? quem sabe… Poderemos pôr fé em Álvaro Uribe que declarou recentemente que o imperialismo de Hugo Chavez não tem vez na Colombia? Como saber?  Todas as perguntas estão enfim em vias de serem respondidas à qualquer momento, haja visto que o momento do embate se aproxima a cada dia.

O perigo latino

Cristian Derosa

Reunião do Foro de São Paulo: a nova América LatinaNo dia 4 de novembro de 2007, a matéria da Zero Hora, repetida pelo Diário Catarinense, intitulada Cem dias de turbulências, sobre a atuação do ministro da defesa Nelson Jobim à frente do problema do caos aéreo, trouxe uma importante revelação que servirá, daqui há alguns anos, para entender bem o que aconteceu antes do estampido bélico que vitimará todo o continente latino-americano.

A matéria fala do plano chamado de “diplomacia militar” que o governo vai pôr em prática ainda este ano. Trata-se de um conjunto de viagens do ministro pela América Latina acompanhado de militares de vários postos com o único objetivo de uma tal “integração” militar ainda envolta em mistério pelo governo.

Diante da inegável corrida armamentista que empreende a Venezuela, é coerente para qualquer país sério que direcione maiores verbas para a defesa, ou seja, para as Forças Armadas. É uma ação conhecida dos militares de qualquer parte do planeta, encarar como possível ameaça, o armamento ostensivo de um país vizinho. Isto realmente está acontecendo. O Brasil começa finalmente a investir no exército, mas a interpretação desta aparente precaução pode ser encarada em duas hipóteses:

Primeiro, o Brasil tem medo da Venezuela e conhece suas fragilidades militares decorrentes de anos de sucateamento proposital das forças armadas (fruto de consecutivos governos de esquerda que carregam consigo o ressentimento pelos anos de chumbo e aplicam sua vingança). De acordo com recentes reclamações da caserna, o país levaria anos para chegar ao potencial bélico da Venezuela e atualmente, se houvesse uma guerra continental, só teria condições estruturais de lutar contra o Paraguai, Uruguai e Bolívia, quando muito.

Segundo: o presidente Lula tem intimas ligações com Hugo Chavez e Fidel Castro e está disposto a investir em armamento, não porque a Venezuela se apresenta como ameaça continental, mas porque ele está comprometido na criação do ‘megablogo’ socialista heterodoxo cujo centro estratégico há mais de 20 anos é o Foro de São Paulo. A criação deste novo ‘Leste Europeu’ em plena América Latina vai precisar de precaução sim, mas contra o próprio povo caso se rebele e não aceite a nova conjuntura.

A recente desconfiança na primeira hipótese por parte da mídia brasileira (exposta em matéria da revista Época deste mês de novembro/2007) nos faz concluir que a resposta certa é a alternativa segunda, dado o comprometimento que a mídia nacional tem demonstrado com a esquerda internacional. A conivência com o que vai causar invariavelmente a nova guerra continental será letal para esta mesma mídia, basta ver o que Chavez fez com os meios de comunicação por lá ou acompanhar os recentes debates no site do PT sobre concessões públicas.

Neste caso, a imprensa brasileira vai pagar um preço caro pela tradição que manteve em acompanhar o poder com o seu apoio nefasto ao país, pois agora o será finalmente para ela mesma.

O que aparentemente poderia ser um plano exclusivo de Jobim para ganhar a simpatia que perdeu dos militares, traz na verdade um objetivo antigo e presente no cronograma da esquerda internacional já há vários anos. Basta ler os manuais leninistas, stalinistas e gramscianos para se ter a idéia do que se está construindo nas Américas e, por que não, no mundo. A criação de um exército único para o continente é sinal de que o processo já está em franca ascensão e não compete mais uma medida tomada por autoridades militares locais, se por ventura existissem.

Recentemente as declarações do senador e ex-presidente José Sarney foram noticiadas em vários sites pelo mundo com amplo destaque. No Brasil, só um dos cinco sites mais acessados do país dedicou uma minúscula nota, e de forma incompreensível, sobre as declarações. O ex-presidente atacou o governo totalitário da Venezuela e rejeitou a proposta de adesão do país ao Mercosul devido a perigosa corrida armamentista que vem se dedicando Hugo Chavez. “Nós, no Brasil, temos de ficar apreensivos. Nossa posição não é ficar contra a Venezuela nem pessoalmente contra o presidente Chávez, mas adverti-lo de que não terá solidariedade do Brasil em qualquer aventura que transforme a Venezuela num país ditatorial”, avisou Sarney.

Hugo Chávez já reiterou sua disposição para interferir com armas na Bolívia caso o companheiro Morales sinta alguma dificuldade para governar. A seu favor ele tem o artigo 153 da nova constituição da Venezuela que permite ao presidente interferir em governos de países vizinhos. Ao mesmo tempo, o apreço de Lula pela ditadura, seja do proletariado ou do proletário, vem se mostrando cada vez mais sedutora tanto mais venham as fingidas desconfianças da mídia quanto ao inevitável Terceiro Mandato.

Que venha a Diáspora Brasileira.