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ONU: biocombustível é crime contra a humanidade


A Organização das Nações Unidas (ONU), declarou nesta segunda-feira (14/04/08) que o uso de biocombustíveisse se tornou um “crime contra a humanidade”. O Brasil rebateu a crítica imediatamente por meio do secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto. “Este não é o caso do Brasil, que tem extensas áreas disponíveis para o plantio de cana-de-açúcar, sem com isso prejudicar a cultura de alimentos básicos. São os Estados Unidos e a União Européia que usam alimentos, como o milho, o trigo e óleos comestíveis, para fabricarem biocombustíveis”, disse o secretário.
Mesmo considerando a importancia e validade dos argumentos a favor dos biocombustíveis, como o meio ambiente, o relator das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, condena o uso da tecnologia por causar aumento do preço de alimentos e conseqüentes conflitos internacionais. Um dos exemplos disso é o conflito recente no Haiti, causado diante de altas no preço de alimentos. Segundo advertência do Banco Mundial (BIRD), a alta gera perigo de revoltas violentas em 33 países.
Conciliação
A tentativa do governo brasileiro é de conciliar os interesses nacionais com a cooperação internacional. Este é um flagrante raro na política internacional do Brasil nos últimos quase oito anos. Não fosse pelo desconhecimento da opinião pública sobre o que seria um real interesse nacional, os últimos dois governos estariam depostos por traição da pátria.
Se relacionarmos os interesses verdadeiros das Nações Unidas e seus planos para a economia mundial, não será difícil prever que essa conciliação tentada pelo governo brasileiro não poderá durar muito. A não ser que o atual governo modifique o entendimento do que seja interesse nacional.

O nacional socialismo de Evo

CRISTIAN DEROSA

Muitos autores chamam o sociólogo argentino Norberto Ceresole, mestre inspirador de Hugo Chavez, de nazista e facista. Ente eles estão os autores do famoso e não menos excelente livro Manual do Perfeito Idiota Latino Americano e de sua continuação A volta do Idiota [sobre o qual falarei em artigos posteriores]. Os autores, o colombiano Plínio Apuleyo Mendoza, o peruano Álvaro Vargas Llosa e o cubano Carlos Alberto Montaner, três marxistas arrependidos, tratam dessa forma o pensador argentino talvez por terem lido suas opiniões a respeito da Segunda Guerra, na qual ele afirma que “se Alemanha e Itália tivessem ganho a guerra, os países subdesenvolvidos só teriam a ganhar”, ou ainda as declarações que o indispuseram com a Comunidade Judaica da Venezuela devido à adesão [e não o pioneirismo alegado por ele] ás teorias do revisionismo histórico que pressupõem a tal farsa do Holocausto.

Por outro lado, a versão espanhola da revista Foreign Affairs, de Política Exterior, o considerou como representante da extrema-esquerda peronista dos anos setenta.

Sua teoria de Estado é, assim como as teorias nazistas, fascistas e comunistas, clara e simples. Nas palavras do argentino, Caudillo, ejército y pueblo: eis a trindade suprema defendida por Ceresole como única forma de governo possível.

É interessante notar como a confusão pode ser de tamanha ambiguidade quando se fala em extrema esquerda e extrema direita. No entanto, nem passa pela cabeça de nossos legisladores que a diferença entre eles pode simplesmente inexistir. Separá-los seria recorrer à argumentação desonesta caracterizada por Schopenhauer como a Dialética Erística que consiste, entre outras coisas, em elevar maliciosamente o ínfimo ao essencial.

A ingenuidade dos legisladores, no entanto, alcança somente uns poucos servidores, pois em sua maioria, encontram-se comprometidos ou envolvidos de forma sufocante pelas ideologias mais nocivas à prática democrática. Se atualmente fossem confrontados os princípios do nazismo ao lado da ideologia do PC doB, por exemplo, este último seria criminalizado sob a mesma pena que inferem aos primeiros no vigente código penal brasileiro e da maioria dos países que não estiveram em meio à ditaduras nos últimos dez anos.

Ou seja, em toda a parte do mundo onde existe em uma elite política mera intenção da democracia, partidos como aquele, jamais poderiam existir. Da mesma forma, organizações não-governamentais que defendem classes ou raças ‘discriminadas’ somente existiriam sob estreitas restrições, uma vez que elas não podem pressupor a desigualdade de direitos quando ela de fato não existe nas linhas da constituição. Jamais teriam poder de criação de leis que violem o código legal do país em que se encontram. Menos ainda em outros países como faz a maior e mais cara ONG do mundo, a ONU.

Direitos indigenistas e africanistas, assim como os sexistas devem ser conquistados por meio do estudo da constituição e da realidade e não por meio de emendas ou leis que denigrem o próprio código por meio de contradições. É o caso das leis sobre quilombolas que permite um afro-descendente, mediante a sua simples declaração de descendente (mesmo que tenha olhos azuis) angariar a posse de terras quaisquer. É o que acontece hoje no Brasil. Na Bolívia são os índios que gozam de toda a adoração aparente do seu cacique Evo Morales.

O último senso do país, feito em 2006, indica 60% de indígenas. O que não foi dito é que a pergunta feita para os cidadãos era se a pessoa se considerava descendente de índios. Em caso de resposta positiva era aquela pessoa considerada indígena, o que não se aplica à realidade pois tal situação configura a típica formação latino-americana que é a mestiça. É quase impossível encontrar quem não seja mestiço no continente americano meridional e central. Isso demonstra que há uma séria propensão à mentira e à sabotagem dos dados para justificar o Império Indigenista ou Nacional-Socialismo-etnicista de Evo Morales, respaldado por Hugo Chavez.

Pode-se identificar daí facilmente, uma vertente do hitlerismo alemão, adaptado à região americana e latina, de onde originaram-se supostamente, os povos sagrados ancestrais tidos pelo misticismo nazista, que deu origem ao partido, como o lugar onde ressurgiria a raça prometida e o novo Fuhrer proposto pelo chileno Miguel Serrano. Ou ainda, a terra sagrada onde os Incas montaram um império de prosperidade que casualmente veio a ruir socialmente 100 anos antes do primeiro espanhol partir de Cádiz.

Com certeza, o indigenismo de Morales nada tem a ver com os verdadeiros ancestrais que, a este momento, devem estar mais intrigados com tudo isso do que ficaram quando Pizarro surgiu com seu velame em alto mar.