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ONU: biocombustível é crime contra a humanidade


A Organização das Nações Unidas (ONU), declarou nesta segunda-feira (14/04/08) que o uso de biocombustíveisse se tornou um “crime contra a humanidade”. O Brasil rebateu a crítica imediatamente por meio do secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto. “Este não é o caso do Brasil, que tem extensas áreas disponíveis para o plantio de cana-de-açúcar, sem com isso prejudicar a cultura de alimentos básicos. São os Estados Unidos e a União Européia que usam alimentos, como o milho, o trigo e óleos comestíveis, para fabricarem biocombustíveis”, disse o secretário.
Mesmo considerando a importancia e validade dos argumentos a favor dos biocombustíveis, como o meio ambiente, o relator das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, condena o uso da tecnologia por causar aumento do preço de alimentos e conseqüentes conflitos internacionais. Um dos exemplos disso é o conflito recente no Haiti, causado diante de altas no preço de alimentos. Segundo advertência do Banco Mundial (BIRD), a alta gera perigo de revoltas violentas em 33 países.
Conciliação
A tentativa do governo brasileiro é de conciliar os interesses nacionais com a cooperação internacional. Este é um flagrante raro na política internacional do Brasil nos últimos quase oito anos. Não fosse pelo desconhecimento da opinião pública sobre o que seria um real interesse nacional, os últimos dois governos estariam depostos por traição da pátria.
Se relacionarmos os interesses verdadeiros das Nações Unidas e seus planos para a economia mundial, não será difícil prever que essa conciliação tentada pelo governo brasileiro não poderá durar muito. A não ser que o atual governo modifique o entendimento do que seja interesse nacional.

Onde está a verdade inconveniente?

O relatório emitido pelas Nações Unidas é unânime: todos os cientistas do mundo concordam que a Terra vai aquecer em até 4º C até 2100 e isso é indiscutivelmente conseqüência da atividade humana no Planeta. Por outro lado, é sabido que no meio científico nunca houve consenso a respeito de qualquer assunto que fosse. Sempre há opiniões contrárias, discordâncias metodológicas e técnicas.

Mas nunca uma verdade pareceu tão inconveniente quanto a de que nem todos os cientistas – incluindo membros que participaram das pesquisas da ONU – concordaram com o relatório final que, segundo importantes nomes da Academia Nacional de Ciências dos EUA, nem ao menos passou pelas mãos dos renomados técnicos contratados para fazê-lo. Richard S. Lindzen, do MIT, Massaschusets Institute of Tecnology, foi um dos nomes citados para pôr fim ao debate e comprovar os perigos do aquecimento global. Junto de outros cientistas, estranhou que, nem ele nem os outros, viram o relatório antes de ser publicado. E posteriormente, também o sumário do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) não passou pelas mãos dos cientistas da Academia listados para acompanhar o processo.

Outro especialista que discorda dos resultados alarmantes das Nações Unidas é o professor de ciências ambientais da Universidade da Virgínia, Patrick J. Michels. Ele se refere ao sumário do IPCC de 2001 como cheio de “falsidades e erros notórios”.

O documentário “The Great Global Warming Swindle”, produzido pela televisão inglesa Channel 4, que é o oposto do plaudido documentário “Verdade Inconveniente”, produzido pelo ex-vice presidente americano Al Gore, está causando polêmica, por demonstrar que o aquecimento teria na verdade causas puramente naturais e cíclicas ligadas a um comportamento normal da Terra. É claro que o homem tem o poder de destruir a vida no planeta, mas parece que ainda estaríamos longe. Em meio a tudo isso, fica a questão: que verdade inconveniente é esta que é aplaudida e premiada no mundo inteiro?

NOTA: A lista dos cientístas que são contra as afirmações de que o aquecimento é culpa da ação humana é grande e em breve apresentarei aqui, entrevista com representantes brasileiros.